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Uma história para ilustrar o competitivo brasileiro e dar uma perspectiva sobre a Kabum no Mundial

Vou contar uma pequena longa história para você que se interessa em entender e explicar o fracasso da Kabum no Mundial.

Eu joguei LoL desde antes da Season 1 - desde mais ou menos quando o Kog'Maw foi lançado - até o fim da season de 2016. Em outras palavras, estou há quase 2 anos sem jogar. Tive 4 contas no Challenger e Master (principalmente Master) por várias seasons seguidas, cheguei a ter streams educativas e tentei ser coach de uns famosinhos aí. Enfim, eu conheço muito bem o jogador "pro" do cenário brasileiro.

Quando eu ainda dava alguma bola para o jogo e tentava seriamente ter um impacto positivo sobre a comunidade de LoL brasileira - por volta da Season 4 em 2014, um ano após a criação do nosso servidor -, eu fiz um tópico no antigo fórum falando sobre os problemas de postura, atitude, moral e maturidade do jogador brasileiro e também como é importante ter disciplina nos treinos e se importar em não apenas jogar bem (ter mecânica) mas também em saber jogar (ter inteligência).

Ninguém deu a mínima. Pior do que isso: algum rioter apagou um tópico meu de 2013 sobre o tema.

Acontece que o jogador brasileiro é extremamente preguiçoso, indisciplinado, mimado e tóxico. E para piorar: a Riot brasileira incentiva e fortalece isso.

Por exemplo: todo mundo sabe que você pode trollar partidas à vontade, ser um bebezinho passivo-agressivo e ficar se matando propositalmente que você nunca tomará ban, mas ai de você se você xingar aquele que trolla ou qualquer outro com nomes feios, palavras ou expressões que sejam  contra o politicamente correto (que os rioters brasileiros suportam ferrenhamente)! É permaban na mesma semana, mesmo que você nunca tenha recebido uma aviso anterior sequer e que sua conduta até ali tenha sido boa sem nenhuma advertência.

Ser um hipócrita tóxico com a aparência de bonzinho > ser competitivo e tentar.

Pra tornar as coisas ainda piores, os jogadores "profissionais" de LoL recebem salários da Riot. Tanto faz se jogam super bem ou apenas mais ou menos, o salário é devido por causa de nossas leis trabalhistas. Em outras palavras: quando se tornam profissionais, nossos jogadores não têm incentivo algum para continuarem se aperfeiçoando e melhorando. É um ambiente socialista em que vivem. Ninguém vai ganhar mais se fizer mais. Não existe incentivo à competitividade.

Ainda por cima, a Riot Brasil exalta jogadores "pros" tóxicos por razões puramente mercadológicas.

Vou copiar e colar aqui uma postagem minha de 2014:

"Tribunal em manutenção, nova fala "rexxxxxxpeita o rato" adicionada ao jogo.

Encurtando uma longa história, isso exemplifica bem quais são as prioridades da Riot e da Comunidade tupiniquins aos meus olhos e como tudo ficou tão diametralmente oposto ao que eu desejava.

Eu procurei me tornar uma força positiva e construtiva para o cenário brasileiro de e-sports do League of Legends. Iniciei um stream e um blog educativos e até mesmo exerci por curto período função de coach e analista cooperador para o time ONR. Mas a dura realidade é que apenas logrei me sentir sozinho, desamparado e incompreendido na busca por outros jogadores que pensassem da forma como eu e que estivessem determinados a colocar o investimento e esforço necessários para construir algo que pudesse rivalizar com as organizações de e-sports mundo a fora.

A mentalidade boçal, de rapina, aproveitadora, trapaceira, vil e infantil impera entre os jogadores brasileiros de alto nível. Eu conto nos dedos de uma mão o número de jogadores Diamante 1 ou acima que encontrei que tinham uma postura verdadeiramente competitiva, madura e comprometida. Verifico hoje com imenso pesar e tristeza que desde muitos meses atrás o sentimento de nojo e inconformidade para com os jogadores e rioters brasileiros que estava crescendo dentro de mim apenas agravou-se ao ponto de me fazer decidir parar completamente de jogar.

Não há palavras que expressem o quão lamentável é que a Riot brasileira realmente tenha decidido por difundir o signo "rexxpeita". Rioters sabem o que significa?

Ele engloba perfeitamente tudo o que há de mais execrável e nauseabundo entre os jogadores brasileiros de League of Legends: a exigência de que sejam tratados como especiais pelo resto do mundo quando na verdade são só um bando de indolentes, preguiçosos, procrastinadores e trapaceiros. Respeito de verdade não é obtido com jeitinho.

À toda essa desilusão, soma-se ainda o fato de o servidor estar irremediavelmente lotado de trapaceiros e jogadores tóxicos. Simplesmente não existia mais possibilidade nem para divertimento, ao menos para mim.

Há muito tempo tenho pensado se eu deveria ou não escrever este desabafo (já há dois meses que tenho estado praticamente inativo). Eu nem pra isso gostaria de perder mais meu tempo porque, honestamente, quem dá a mínima?

Mas sei que haviam pessoas que gostariam de saber porque parei de streamar e jogar e que até mesmo compartilhavam pontos da minha visão, então aí está."

O problema é velho e é conhecido pelas pessoas inteligentes, mas boa parte delas já abandonou ou está abandonando este jogo. Eu mesmo não tenho o jogo sequer instalado no meu PC há quase 2 anos, mas assisto aos mundiais ocasionalmente.

Espero que agora seja possível para alguns de vocês entenderem melhor como é que acontece, por exemplo, a atitude ruim do jogador Titan caçoando e dando risadinha na lane no erro do oponente para então perder a mesma partida sendo stompado e humilhado logo depois.

Enfim, pessoal. Aí está a história para quem quiser entender melhor como é que os times brasileiros não evoluíram um milímetro sequer desde o stomp que a Kabum levou do CJ Entus Blaze em novembro de 2013.

6 RESPOSTAS
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Dragão
Dragão

Falou tudo.

E nos últimos anos tem se tornado pior essa atitude. Acho que foi logo antes do msi em algum jogo do cblol que alguem ficou fazendo dancinha após matar o oponente na lane ou qdo a jogada dava errada. E nem vou comentar do desafio recente que a CNB estava diretamente envolvida de corrida ao diamante.

Sou um tanto antigo no lol tambem, mas hoje jogo só casualmente. A única diferença é que não tentei mudar a postura do "pro" player, eu simplesmente acho que ela reflete o que é a comunidade br em jogos online (não só é lol, em todos jogos onlines), tóxica, mimada e infantil. Minha solução é sempre manter a main em servers fora dos br ou, se for um server coletivo, esconder que sou daqui pq a fama br é tão ruim, que a pessoa já te acha troll só por falar q é daqui
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É triste, mas é isso mesmo.

Fica difícil dizer por aí que é brasileiro sem passar vergonha.
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e isso é em todo jogo mesmo. Não se se lembra da fase "HUE BR" de 2013-14 que ganhou repercussão em comunidades gamers internacionais de vários sistemas de players br tóxicos trollandos os jogos.

Desde a época que jogava rag, eu passei a não falar que sou daqui. Tanto que minha main no lol nunca ficou no server daqui

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ver essas histórias me deixam com muita raiva do cenário brasileiro
mas fazer oque néh....
odeio jogadores assim, mas eu ainda vou mostrar para o mundo que não são todos os jogadores brasileiros que são assim
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E a história volta a se repetir um ano depois!
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e vai continuar até o ano que vem