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[CHAMP] Khadius, o Conjurador

Estatísticas

Vida: 500 (+80)                                                                           Dano de Ataque: 49 (+3)

Regeneração de Vida: 5.6 (+0.55)                          Velocidade de Ataque: 0.600 (+2.6%)

Mana: 380 (+43)                                                                                     Armadura: 9 (+4)

Regeneração de Mana: 380 (+43)                                                  Resistência Mágica: 30

Ranged: 475                                                                      Velocidade de Movimento: 340

Habilidades

P: Infundir

Khaidus imbui seu aliado com magia. Ao clicar num aliado, após uma breve conjuração de 1seg, ele é curado em 25/50/100 (+10% da mana total) de mana de acordo com o nível de (R) Banquete de Heróis.

Tempo de recarga 60/40/30 de acordo com o nível de (R) Banquete de Heróis.

Khaidus não pode mover-se ou executar qualquer ação durante o tempo de conjuração ou ela será cancelada.

Q: Esfera de Pulso.

Khaidus conjura uma pequena esfera de energia. A esfera segue em linha reta e explode ao entrar em contato com o primeiro alvo, causando dano mágico e suspendendo-o por 0,1/0.1/0.2/0.2/0.3 seg.

Interação: A habilidade Resíduo Ilusório também lança a mesma esfera. Usando um sistema de direção similar ao Lançar Purpurina (Q), da Lulu e o de Mímica (R), da Leblanc.

Dano: 25/50/75/100/125 (+ 50% AP).

Tempo de Recarga: 14/13/12/11/10.

Alcance: 875.

Custo de Mana: 60

W: Resíduo Ilusório.

Cria cópias que oprimem inimigos ou curam aliados numa área próxima.

Primeira ativação: Khaidus canaliza uma cópia de si mesmo numa área próxima. Esta cópia tem 3 barras de HP, gera curta visão, não ataca e quando ativada se locomove de acordo com a velocidade de movimento atual de Khaidus.

Segunda ativação: A cópia tem dois efeitos distintos e apenas um pode ser ativado por vez. Ela escolhe entre duas situações de acordo com quem estiver próximo da sua área de visão (600 range base, alterada por qualquer outro instrumento de visão).

* Se algum aliado próximo estiver com menos de 20% HP é curado em 50/80/110/140/170 (+20% AP)

* A cópia causa dano nos inimigos próximos (225 de range) e 10/15/20/25/30% (+3% AP) de lentidão que decai nos próximos 2seg.

A cópia priorizará aliados na hora de fazer a escolha, caso o aliado morra enquanto a cópia se locomove ela mudará seu alvo, contato que esteja em seu campo de visão, até ser abatida ou expirar. Abater Resíduo Ilusório concede 10 gold.

Dano: 60/90/120/150/180.

Tempo de recarga: 18/17/16/15/14.

Alcance: 600.

Custo de Mana: 40/55/70/85/100.

Duração: 2/3/4/5/6 seg.

Gera uma carga sempre que atinge o tempo de recarga, podendo ter no máximo 2 cargas.

E: Armadura Arcana.

Khaidus concede um escudo que absorve 20/30/50/70/100 (+70% AP) para si mesmo, um aliado ou torre. Adicionalmente aumenta a range da próxima habilidade dos alvos em +1/2/4/6/8% nos próximos 5seg.

Torres recebem este mesmo efeito em seus Auto Ataques.

Tempo de Recarga: 13/13/12/11/10.

Alcance: 800.

Custo de Mana: 60/70/80/90/100.

Duração do Escudo: 5 seg.

R: Banquete de Heróis.

Khaidus canaliza seu espírito com sua magia arcana, gerando um efeito único.

Primeira ativação: Khaidus pode expirar o efeito ao escolher por utilizar suas habilidades básicas no nível máximo. O tempo de recarga é cortado pela metade quando utilizado dessa forma.

(Q) Esfera de Pulso lv6: Causa 150 (+50% AP) de dano e suspende o alvo por 0.4 seg.

(W) Resíduo Ilusório lv6: Cura em 200 HP (+20% AP) ou causa 200 de dano e 35% (+3% AP) de lentidão.

(E) Armadura Arcana lv6: absorve 125 (+70% AP) de dano e fornece 10% de range na próxima habilidade.

Segunda ativação: Ao utilizar Banquete de Heróis em um aliado, Khaidus concede +30/60/90 AP e AD e 10/20/30 AMR e RST, de acordo com o nível da habilidade, durante os próximos 2seg.

Tempo de Recarga: 120/110/100.

Alcance: 800/900/1000.

Custo de Mana: 120.

Duração: 3seg.

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Re: [CHAMP] Khadius, o Conjurador

O nascimento.

“Apenas o conhecimento pode gerar poder, apenas a magia pode criar paz.”

Khaidus nasceu e cresceu em montanha Tevasa, Ionia. Ele tinha grandes dons mágicos desde criança e uma sede por aprender. Sempre esteve metido em problemas por sua falta de moral quanto ao que podia ou não ler, passando toda a sua infância entre castigos e os estudos.

Certo dia, Khaidus e seu amigo, Enlaudor, foram brincar de exploradores numa floresta próxima. Eles riam, pulavam, corriam, descobriam novas trilhas, pedras e plantavam sementes, que virariam árvores milenares, por todo o caminho que passavam. Até que foram surpreendidos por uma matilha de Trevoguaris. A criatura maior avançou na direção de Khaidus, rugindo, tentando feri-lo, enquanto que as pequenas latiam e encurralavam Enlaudor contra uma árvore apodrecida. Khaidus profanou palavras numa língua Ioniana antiga enquanto gesticulava pequenos gestos circulares, conjurando uma esfera de magia que acertou a criatura em cheio, atordoando-a. Enlaudor saltou para cima da árvore, um salto preciso e muito alto, seus pés brilhavam num dourado enquanto ele pousava, levemente, num galho alto. Lá de cima ele avistou uma caverna e avisou seu amigo da direção que deveriam tomar, com outro salto, tão majestoso quanto o primeiro ele planou no ar rumo a possível segurança. Khaidus não perdeu tempo e saiu a correr, enquanto a Trevoguar se reanimava e os outros dois latiam para cima, confusos, sem perceber para onde Enlaudor tinha ido.

Enquanto se escondiam no escuro da caverna, onde apenas os olhos amarelos de Enlaudor brilhavam, e ouviam o uivo dos Trevoguaris a distância Khaidus resolveu que poderiam continuar a exploração por ali mesmo. Enlaudor achou uma ótima ideia e saiu guiando seu amigo até que encontraram uma bifurcação. Khaidus seguiu pela direita, apalpando a parede até que o chão cedeu. Ele caiu e durante a queda fechou seus olhos desejando não ser apenas um humano e sim um Vastaya, como seu amigo, ter habilidades que o ajudariam naquela situação de extremo perigo, uma forma de planar, ou amortecer sua queda iminente. Ele sentiu algo molhado ao seu redor e logo sentiu seu fôlego esvair, foi então que resolveu abrir os olhos e viu diversas criaturas bioluminescentes, peixes, plantas e pequenas criaturas aquáticas habitavam aquele lugar. Foi admirando o que via enquanto subia para a superfície, feliz por ter tido tamanha sorte de cair num lago. Ao emergir ele viu ainda mais cores e luzes, pássaros, morcegos, insetos, flores, todas as criaturas ali pareciam feitas por magia, brilhavam com tantas cores. Cores que ele nunca tinha visto em sua vida. Khaidus estava tão admirado com a beleza única daquele lugar. Foi quando ele viu lá longe uma pequena pedra com um desenho brilhante que lhe chamou a atenção. Nadou até lá e quando chegou perto a curiosidade o fez pôr o dedo, bem ao centro da rocha e ela partiu-se, desintegrando-se por completo enquanto emanava uma brilhante luz que o ofuscou. Ao tempo que a luz se extinguia ele sentia-se diferente. Ao acabar daquele evento, ele lembrou-se de seu amigo Enlaudor e foi em sua busca seguindo os animais alados, até que encontrou uma saída, uma brecha na parede que dava para o final da caverna. Lá, o espanto de seu companheiro foi enorme. Khaidus estava com orelhas pontudas, uma pele mais clara e seus olhos, antes verdes, estavam azuis, pálidos, quase da cor cinza. Decidiram, então, voltar para casa.

Em Ionia, Khaidus foi recebido com pequena estranheza. A mudança que ele passou não era comum e algumas pessoas estavam com medo. Seus professores logo notaram uma melhoria significativa em seus poderes.

O tempo foi passando e enquanto todos envelheciam e morriam, ele continuava aparentando ter a idade de um adolescente, alguns anciões diziam que ele tinha sido contemplado com a verdadeira magia de Ionia, o poder ancestral dos que habitaram aquele mundo muito tempo antes dos humanos, dos Vastaya ou de qualquer outra criatura conhecida. Ele teve que aprender a viver vendo seus amigos morrerem pouco a pouco. Depois de alguns anos ele resolveu que iria viajar o mundo em busca de conhecimento, ele queria explorar todos os lugares e encontrar pistas sobre o que tinha acontecido com ele.

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Re: [CHAMP] Khadius, o Conjurador

A descoberta do mundo.

Shurima, uma cidade como nenhuma outra, desértica, a areia cobria tudo de um lado ao outro, um deserto sem fim, escaldante, mas com cidades ricas, douradas e cheias de ouro. Ao longe podia-se ver o Disco solar do grande imperador. Logo ao entrar ele se admirou com o tamanho daquelas construções, bibliotecas do tamanho de mansões, certamente tudo o que ele procurava deveria estar ali. Não perdeu tempo, e conseguiu se reunir com alguns aventureiros que acabavam de chegar. Estavam num salão, onde todas as pessoas novas eram recebidas e interrogadas sobre seus motivos de estarem no grande reino shurimane. Nasus, um ascendente, era quem os recebia. Grande poder e conhecimento eram a marca do paciente Nasus, um ascendente com uma aparência um tanto quanto similar, embora que mais robusta, aos Vastaya com quem ele brincou e viveu toda a sua infância. O grande ascendente interrogou um a um, enquanto expulsava pequenos pretensiosos que ousavam mentir e permitia outros que estavam em busca de riquezas prestando serviços para Shurima.

— Quem es tu e o que buscas, jovem? — Perguntou Nasus.

— Eu não sei quem eu sou e é exatamente isso o que eu busco. Assim como a areia que voa sob a força dos ventos eu vim depois de ouvir do mesmo vento as histórias sobre a grande Shurima, seu conhecimento latente e seu poderio. Eu busco a resposta para tudo, para a vida, para a morte e para tudo o mais. Eu busco a resposta para encontrar a paz. Eu quero dividir o conhecimento com o mundo, quero que todos se entendam e não temam, mas abracem a magia que nos circunda a todo o instante. — Respondeu, Khaidus.

— Nenhum amanhecer vem sem a escuridão, você tem certeza de que quer tanto? O preço pode ser caro e você pode morrer sem conseguir pagá-lo. — Disse Nasus olhando-o nos olhos.

— Não temo nada, apenas a falta do saber. Eu posso ajudar-lhes com o que precisarem, eu ainda não conheço muito do mundo, mas tenho certeza de que posso ajudar-lhes de diversas formas. — Khaidus mostrava-se confiante.

Nasus aceitou a oferta e permitiu que Khaidus vivesse no reino shurimane, o imperador conheceu-o e permitiu que ele adentrasse na grande biblioteca, sempre acompanhado por Nasus. Durante o dia ele ajudaria com seus dons os aldeiões e em todo o resto do tempo ele poderia estar lá dentro, aprendendo e ensinando tudo o que sabia.

Lá ele ficou por anos, muitos anos. Décadas e décadas. Conheceu seus costumes, sua forma de magia, aprendeu sobre o disco solar e sobre o ritual de ascensão, o momento de glória shurimane. Viu as famosas pedra-nome, os oásis e pequenas vilas, nada comparadas com o império. Conheceu famílias que herdaram magia, conheceu Icathia, videntes e uma fauna completamente diferente do que ele estava acostumado. Partindo muitos anos antes da ascensão que viria a ser a destruição do império shurimane.

Sua primeira passagem após Shurima foi por Freljord. Péssima época para ir em Freljord — ele pensou. Era inverno e uma terrível tempestade o recebeu. Devido ao frio ele desmaiou enquanto via estranhas figuras andando ao longe. Ao acordar, ele estava numa vila de Yetis, gigantes albinos, aparentemente gentis e amistosos. Eles não falavam a língua comum, mas conseguem ser compreendidos com gestos e ações, nada muito estratégico. Aparentemente eles ajudaram-no como num gesto de caridade, Khaidus os ajudou em pequenas coisas na vila enquanto aprendia um pouco sobre a magia daqueles seres fantásticos, conseguindo compartilhar da sua própria magia para ajudar os exaustos e aprendendo sobre a perseverança e a visão que os Yetis tinham naturalmente. Partiu do vale de neve das montanhas de Freljord, onde os Yetis viviam, novamente numa tempestade, mas agora conhecendo como se proteger. Acampou numa caverna, ascendeu uma fogueira e foi surpreendido, ele não estava só. A caverna na qual acampava era o lar de uma ave enorme, parecia feita de gelo, quase uma escultura e era o que ele pensou que fosse, até que ela abriu seus olhos e o encarou.

— Quem es tu que de tantos lugares acabastes por aqui? — Perguntou a ave.

— Eu sou apenas um aventureiro em busca de conhecimento. Eu quero usar esse conhecimento para atingir a paz e compartilhar com todos. — Respondeu-a.

— A paz. Eu busco por trazer paz a Freljord tem muitas vidas. Eu não lembro de muitas coisas do que vivi, mas o gelo pode te ensinar muito do que você quer saber. Eu sou Anivia, eu sonho com as eras passadas e vou lhe ajudar se você puder me ajudar. — Respondeu-o.

— Como poderia eu te ajudar? Pareces tão majestosa, como se fostes parte da magia da região. — Perguntou Khaidus demonstrando respeito.

— E não serias tu um ser de magia também? — Perguntou Anivia. Mas antes que ele pudesse responder ela continuou. — Eu preciso que quando você me encontre de novo me ensine tudo o que eu tiver esquecido. Quando se passa uma era eu renasço para manter a minha vigília constante, mas eu não me lembro muito, apenas o que os meus sonhos me mostram. — Pediu-o em voz baixa.

— Eu não me importaria de te contar o que você precisar saber, mas eu não tenho certeza se estarei vivo quando precisares de mim. — Desabafou.

— Não se preocupe, venha para perto, eu te ensinarei um pouco sobre Freljord e te indicarei para onde ir. — Pediu, Anivia.

Ele passou algumas luas com Anivia. O sol não toca muito a região enquanto é inverno, mas isso não atrapalhava-os. Ela fazia questão de explicar tudo o que podia para Khaidus, e ele prestava atenção como se sua vida dependesse daquilo. Ao final do conhecimento, após diversas noites de calma e algumas de vigília ele foi vagar novamente, em direção a cidade que Anivia o instruiu.

Foi quando ele chegou numa pequena cidade, recebido por um homem com elmo de chifres e armadura, um mercador que queria lhe vender casacos, espadas e machados, mas ignorou-o e seguiu em frente até uma praça, onde ele conheceu uma mulher de cabelos brancos e a pele tão clara quanto a neve, usava roupas bonitas, certamente era da nobreza daquela região. Eles conversaram aquela tarde inteira, ele contando sobre suas aventuras e ela abismada refletindo e contando sobre suas ambições. Seu nome era Avarosa. E, ao citar o nome de Anivia, ela percebeu que ele não poderia causar mal. Requisitou sua ajuda. Precisavam intervir numa pequena tropa de trolls que se aproximavam mais das cidades quando o inverno era forte. E lutaram. Khaidus curava aqueles que já não conseguiam lançar magias, aprimorava seu poder de batalha e jogava inimigos ao ar. Foi uma vitória fácil, os trolls são uma raça que não pensa em estratégias, parecem bárbaros, porém mais burros. Avarosa lutava com maestria, fazia acrobacias e tinha grande controle sobre o campo de batalha, usava um arco feito completamente de gelo que disparavam flechas mágicas, suas irmãs, Serylda e Lissandra, também não ficavam para trás na maestria no combate. Se elas se mantivessem juntas, elas com certeza iriam trazer paz e conforto para toda Freljord — pensou sozinho.

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Re: [CHAMP] Khadius, o Conjurador

O encontro com a morte.

Após alguns meses vivendo com elas e não encontrando respostas ele se despediu de suas companheiras e partiu em direção ao sudoeste, para uma cidade conhecida pelo seu poder mágico, porém muito perigosa, para isso ele teve de ir passando por diversas florestas, onde ele aprendeu bastante sobre a fauna e flora de Valoran, conheceu tribos de guerreiros, de artes marciais milenares. Encontrou monges que estavam em cruzadas e aprendeu um pouco sobre sua culinária e seus dogmas. Meses acampando e explorando nas florestas até que ele encontrou a cidade de Noxus. Uma cidade estranhamente sombria, bastante diferente de Ionia tanto em arquitetura quanto em convívio, não era nada parecido com a quente Shurima cheia de regras e brilhos e nem como a livre cidade congelante de Freljord. Era uma cidade negra, caótica e que precisava bastante de paz. Foi recebido por um mago, muito velho, porém muito poderoso, era possível ver a magia dele fluir de seu corpo. Não era preciso ter olhos como os de Khaidus para perceber isso, apenas de estar do lado deste homem bastava. Ninguém dizia seu nome, provavelmente por não gostarem de estranhos — pensou. Ele o ajudou a se situar e permitiu sua estadia se ele pudesse lhe dar algo em troca. Khaidus acreditava que o conhecimento poderia levar a paz e foi o conhecimento que ele forneceu como barganha. Parecia justo, conhecimento por conhecimento, ambos em busca da paz , ambos em busca do verdadeiro significado da magia, o fio invisível que percorre diversos seres, embora ignore alguns — acreditou. Lá ele ficou por algumas décadas, escreveu alguns mapas para os noxianos e aprendeu sobre a magia do lugar, seus ritos, sua ideologia rudimentar onde o forte prevalece. Ele aprendeu técnicas de multiplicar o corpo, de criar ilusões, pestes, maldições e maldizeres, conheceu a nobreza e ensinou alguns magos sobre o que sabia do controle da magia. Noxus era certamente uma cidade de grande magia, ele acreditava que talvez lá ele encontrasse alguma pista sobre o que tinha acontecido consigo anos antes. Não importava o quanto ele fazia ou aprendia, Noxus continuava caótica e cheia de intrigas, o que piorou e muito depois da passagem de uma criatura de puro mal apareceu. Anos mais tarde aprendeu-se que aquele ser era um Darkin, sua passagem por Noxus tornou-a ainda mais desgostosa e rude, seus ritos ainda mais sanguinários e seus dias ainda mais conturbados.  Frustrado por não descobrir sobre a origem de seus dons e não ter conhecimento o suficiente para acalmar aquela região, mas contente pelo conhecimento adquirido e repassado, Khaidus decidiu partir em busca de uma nova aventura, deixando sua escola de magias, Rosa Negra, para trás.

Viajou para as ilhas das bênçãos, conheceu os estranhos ritos de uma seita local e ensinou-os sobre o mundo que eles não conheciam. Alguns homens de um reino distante tinham chegado por lá, dentre eles uma figura familiar, Kalista. Ela tinha passado alguns dias na ilha para aprender como curar uma pessoa muito importante e partiu assim que descobriu como. Era estranho ela ter voltado e ainda mais estranho ter voltado com outros homens, já que a ilha era secreta e apenas os dignos podiam ir até lá. Resolveu ir embora assim que chegaram e enquanto estava no barco ele encontrou-se com um fantasma, no primeiro dos dias que seriam conhecidos como “os dias de Tormento da Névoa Negra”, temia por sua vida, ainda era muito cedo para encontrar a morte. Ironicamente, foi ela quem o recebeu na sua volta a Valoran. Nas redondezas de Demacia os Kindred o encontraram, perplexo com aquele ser, Khaidus perguntou se eles poderiam lhe ajudar.

Ajudar!? Sim, nós podemos lhe ajudar, mas você precisará escolher: você vem com a ovelha ou será caçado pelo lobo? — Falaram.

— Como? Desculpem-me, mas creio que vocês não prestaram atenção em mim. Vamos recomeçar. Eu lhes contarei uma história e vocês me contarão a sua.

— De acordo, lobo? — Disse a ovelha.

Certamente, ovelha. — Respondeu o espírito esvoaçante de lobo.

Khaidus lhes contou como tinha vivido por tantos anos e os explicou seus desejos, trazer a paz usando de seu conhecimento e descobrir os mistérios de sua existência. Os Kindred lhe contaram sua história e aceitaram deixá-lo vivo por mais algum tempo, para eles era um jogo e ninguém podia escapar da grande caçada.

Agradecido ele partiu, desejando não encontrar com aquele carrasco tão cedo e prometendo contar contos sobre eles. Andou rumo ao monte Targon, escalou até o seu topo, onde descobriu que era só metade da caminhada, mas ao mesmo tempo o lugar certo, a cidade de Targon era ali mesmo. Sua primeira curiosidade era sobre o que tinha no topo, acima das nuvens. Lá ele não foi bem recebido, mas conseguiu se manter por alguns meses, prometendo ser útil e auxiliando nos ritos. Aparentemente os tempos de paz estavam acabando e os conhecimentos de exploração vinham a calhar nas suas barganhas que ele fazia cuidadosamente e com temor. Temendo que Targon viria a utilizar-se disso em alguma guerra hedionda. Ele ensinava sobre a geografia dos locais por onde passou e aprendia sobre tudo o que os anciões, aldeões e os pergaminhos poderiam lhe ensinar. Mas ainda não havia encontrado o que queria. Um dos líderes de Targon lhe instruiu a ir para Demacia, — uma grande cidade deve ter o que você procura. Mas ele escolheu ficar até conseguir ver o ritual targoniano. Ele desfrutou do nascimento de Pantheon. Era incrível como um ser celestial, vindo das estrelas podia tomar conta do corpo de um humano, entretanto sempre que Pantheon descia dos céus, de seu repouso celestial, significava que uma época de guerras estava por vir. Shurima já tinha sido completamente devastada, um ritual de ascensão que deu errado, era o que se pensava naquela época. O que mais caótico poderia vir ao mundo? — Se perguntou. Foi então que retomou conhecimento sobre o Vazio, pouco se sabia sobre os seres ou o que era. Nunca ele lamentou tanto por não ter buscado ao fundo sobre algo quanto sobre o Vazio, enquanto estava em Icathia os videntes já alertavam sobre esta invasão tão distante. Não havia tempo para lamentações, apenas objetivos para cumprir, se fosse necessário ele iria atacar com o que tivesse.

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Re: [CHAMP] Khadius, o Conjurador

A peste.

Demacia, rica Demacia, seus palácios majestosos, muralhas grandes, construções poderosas, exaltavam um branco maravilhoso, era uma cidade de guerreiros, mas uma cidade de paz. Tão diferente de Noxus tanto em arquitetura quanto em sociedade. Talvez o motivo para as duas nações se odiarem tanto fossem as pequenas e sutis semelhanças que compartilhavam, mesmo que pelos motivos mais opostos possíveis. Ele foi abordado por um grupo de guerreiros já muito famoso conhecidos pelo nome de sua casa, a casa dos Laurent. Eles o escoltaram para uma inspeção, seguida por uma interrogação. Demacia poderia ser pacífica por dentro, mas tinham um cuidado redobrado sobre aqueles que entravam, possivelmente prezando pela vida de seus habitantes. Algo louvável, mas que poderia ser considerado doentio dependendo do quanto de poder estivessem dispostos a usar para manter essa paz e do tanto de requisitos fossem necessários para julgar quem é ou não hostil. O Rei Jarvan II, aceitou deixá-lo viver por alguns anos contanto que ele lhe ajudasse. Estranhamente o Rei de Demacia era muito sábio e engenhoso, além de poderoso, conhecido por sempre conquistar e conseguir. Existiam algumas festividades, dentre elas algumas utilizavam pequenos combates, demonstrações de especialistas no manuseio de armas, no carregamento de peso, na luta com o escudo. Khaidus participou e treinou, normalmente com a companhia do jovem de Crownguard, e presenteou-lhe com algo que Demacia não permitia, magia. Demacia era rígida sobre o uso de magia sempre vendo esta arte com suspeita e exilando aqueles que eram aptos a isto. Khaidus já tinha muitos anos, mas sua aparência era de alguém com 20 anos de idade, sua presença no mundo já era considerada mais que um milagre, era um evento divino, algo que o tempo nunca tinha visto. Enquanto vivia em Demacia ele resolveu explorar as redondezas para conhecer melhor sobre a geografia da região, onde encontrou-se com um senhor de cabelos e barba grisalha com um grande relógio nas costas que sumiu em fração de segundos enquanto balbuciava algum som que não conseguiu ser ouvido. O tictac do seu relógio sumiu lentamente após ele, deixando apenas uma marcação no chão que também sumiu antes mesmo de ser inspecionada. Khaidus aprendeu tudo o que podia dali. Não foi tanto quanto queria. Demacia era grande, mas não era uma terra mágica.  E boatos de um novo tipo de magia, numa cidade ao noroeste, estavam surgindo com grande força.

Ao chegar naquele lugar, notava-se logo que diversos humanos e alguns Yordles trabalhavam juntos, diversas máquinas estavam jogadas, ferro, graxa, fumaça. A cidade era um aglomerado de **cogumelo do teemo**. Onde estava a magia naquilo? A névoa negra que saía de tais quinquilharias era perturbadora, doentia, pestilenta.     Ele não gostou do que viu. Pessoas saqueavam umas às outras, era uma cidade nova, cheia de **cogumelo do teemo**, sujeira, intriga e nenhuma magia. Hextech, aquilo não podia se chamar magia. Tecnologia, uma palavra pouco usada e que ganharia muita fama, mas nada apreciada por um mago daquela alcunha. Foi quando Khaidus notou algo explêndido. No porto junto ao navio que vinha de Bilgewater estava uma mulher, flutuando acima dos marinheiros, soprando vento que ajudava o navio a desaportar. Ninguém parecia vê-la, exceto por ele, diversas semelhanças podiam ser vistas entre ele e ela.

— Cof, cof. — Tossiu Khaidus ao inalar a fumaça tóxica daquela região.

A mulher o ouviu tossir e o circulou, fazendo pequenas piruetas no ar, criando um escudo de ar puro, ajudando-o a respirar.

— Quem é você? — Indagou-a.

— Você pode me ver? — Replicou. — Eu sou Janna. Ajudo os necessitados e castigo os que precisarem. Eu sou o vento. — Respondeu.

Mas antes que ele pudesse perguntar qualquer outra coisa ela sumiu. Ao investigar ele descobriu sobre aquela mulher, mas não soube como encontrá-la. Se ela era o vento, e ao mesmo tempo era tão semelhante a ele, o que ele seria? Khaidus tinha diversas dúvidas, ainda mais dúvidas do que possuía antes. Agora seu problema não era apenas descobrir o que tinha mudado nele, ou o fio que teceu a magia por toda Runeterra. Agora ele precisava descobrir o que ele era, já que humano ele tinha certeza de que não era. Talvez ele fosse como os Kindred, a morte ou um ser extraordinário, assim como Janna. Ele lembrou dos contos e lendas sobre o Bard, lembrou-se do monte Targon e de seus Deuses e possuídos e os ascendentes de Shurima. Quem ele era? Talvez a resposta o esperava no sentido que o vento soprasse. Ele decidiu seguir viagem, precisava aprender ainda mais, principalmente agora. Pegou carona para Bandle City.

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Re: [CHAMP] Khadius, o Conjurador

Teoria do Caos

A cidade dos Yordles, certamente não era um lugar muito cômodo para alguém daquela altura, Khaidus tinha quase dois metros de altura, mesmo sendo magro e esguio. Os maiores Yordles mal alcançavam um metro. Eles eram estranhos, cheios de características únicas, afazeres bem distribuídos, culinária completamente exótica e um tipo de afinidade com a natureza que ele só tinha visto parecida quando passava tempo em Ionia com seus amigos Vastaya. Saudades, era tudo o que ele sentia de seu antigo lar. Quanto tempo ele tinha passado longe de Ionia? Como será que ela estaria? Será que Enlaudor estaria vivo quando ele voltasse? E se não estivesse, será que os filhos dele saberiam quem Khaidus era? Ele precisava voltar para Ionia, mas não podia voltar tão cedo, tinha um destino mais importante que seus sentimentos. Ele precisava descobrir como trazer a paz para o mundo e aprender sobre o que ele havia se tornado.

Ele conheceu uma pequena Yordle com dons mágicos, Lulu era seu nome. Eles brincavam, conversavam e passavam tempos juntos explorando as florestas. Em uma dessas explorações por brincadeira, enquanto Khaidus colhia pequenos frutos se enchendo de nostalgia e lembranças de sua infância, Lulu conheceu Pixxie, uma pequena criatura-fada, que se tornaria a melhor amiga da pequena feiticeira. No seu tempo em Bandle City ele aprendia de livros e dos aldeões sobre a magia da região, sobre as lendas e contos e escrevia livros e mapas para os Yordles que não viajavam muito e precisavam de conhecimento para se proteger, afinal eles eram pequenos demais para contarem apenas com a força para se sentirem protegidos. Ele também escreveu pequenas fábulas sobre explorações, acreditando que alguns Yordles, e seus poderes exóticos poderiam vir a se espelharem e almejarem viver das mesmas aventuras. Ele se despediu de todos com uma grande festa, criando clones e lançando suas esferas aos céus, que explodiam em cores como as da caverna em que caiu quando criança.

Muitos anos se passaram. Guerras, cidades surgindo, ruindo, aventureiros morrendo e aparecendo, um ciclo sem fim, onde ele sempre estava presente. Esta era a sua vida, uma busca eterna dentro de uma linha infinita de tempo. Ele se olhava na água e não enxergava muitas mudanças na sua aparência. Quanto de tempo ele ainda viveria? Será que morreria sem dar sinais de velhice enquanto dorme ou enquanto lia? Será que ainda tinham sobrado anos o suficiente para ele terminar sua busca? Khaidus aprendeu que quanto mais você aprende e quanto mais você vive mais você tem dúvidas.

Cansado disso tudo, ele resolveu voltar para Ionia, seu lar, mesmo sem a resposta que ele procurava. Afinal, era o seu lar. As lembranças que Bandle City o proporcionaram ressoavam em sua mente todos os dias, as perguntas que cresciam a cada cidade visitada o deixavam cansado e aborrecido. Será que algum ancião de Ionia teria descoberto sobre o seu destino, sobre o que ele era? Como estaria a caverna que selou o seu destino?

Assim que chegou ele encontrou sua cidade natal mudada, nenhum Vastaya tinha ido lhe receber. Notou alguns sinais de invasão e não demorou muito para perceber que aqueles invasores só poderiam ser noxianos. A humanidade era podre. — ele pensou. — Mas meu lar é puro, sempre foi.

Ao falar com os anciões ele conheceu Karma, ela parecia relutante, mas aceitou o antigo morador abençoado com a vida eterna. Esperava que ele lhes pudesse ensinar, queria-o como um dos anciões de Ionia, todos queriam, afinal quem poderia ser mais digno do título do que alguém que viveu por anos sem fim?

Ela Permitiu que ele vivesse lá, mais uma vez, como já tinha vivido muitos anos atrás . Sua estadia não demorou somente o tempo suficiente para descobrir sobre o fim dos Vastaya. Ionia os exilou e ele não conseguia entender o motivo, por isso ele pesquisou e durante suas pesquisas algo acontecia no templo dos Kinkou, uma ordem de ninjas. Um dos aprendizes se revoltou com os ensinamentos e adquiriu um poder terrível e proibido. Zed matou seu mestre e começou a trazer trevas para Ionia. Em outro lugar uma maga que era mantida em cativeiro desde criança devido ao seu poder mágico latente tinha se libertado e erguido sua antiga prisão aos céus, transformando-a numa fortaleza. Syndra estava livre e desejando vingança. Todos esses eventos, as novas lendas locais, como o ritual da Lua Sangrenta que retratava feitos heróicos e supostos mitos que nasceram juntamente a Tormenta o fizeram resolver partir mais uma vez. Ionia não era mais pura e feita de paz como já havia sido na sua infância. Agora mais do que nunca ele precisava descobrir mais sobre si mesmo e sobre seus poderes, a magia que ele detinha, todo o seu conhecimento era mais que necessário, era quase que requisitado. Era como se o mundo o tivesse escolhido para viver até essa época de caos. Resolvido e com suas ambições restauradas ele se foi, jurando que iria, de uma vez por todas, descobrir tudo sobre ele e restaurar a paz no mundo com a sua magia. Seu conhecimento era uma arma muito poderosa para ser possuída por uma civilização, Noxus o ensinou isso.

Please let me hurt you.