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CONTO 1: "Traído pela vida", uma história noxiana.

"   Sua selvageria em batalha já era conhecida dos boatos entre os soldados de Noxus. Na arena, isso seria testado. Após não cumprir uma ordem, não há muito o que esperar depois, em Noxus, ou a tarefa é terminada ou você. Ele teve sorte, apenas o jogaram lá pro divertimento do povo e seu sofrimento, dando-lhe uma espada, uma única ombreira enferrujada e um capacete já usado e manchado de sangue. Alguém morreu usando, com certeza. No banco próximo a entrada, um corredor sujo, empoeirado, como qualquer outra arena de combate; ele pensava. Será que realmente estava errado a ponto de ter que lutar pela sua vida?
Um som de tambor seguido de trombeta anunciava o início de outro round no campo de batalha. O portão abriu, o Sol quente iluminou o corredor, ele saiu devagar carregando apenas sua espada e protegendo seus olhos.

- É isso mesmo, senhoras e senhores! - Anunciou um narrador - O traaaaaidor de Noxus, em pessoa! Será que os boatos são verdadeiros? Será que veremos o seu banho de sangue ou dos seus oponentes?! Menos papo e mais ação, QUE COMECE O COMBATE, SENHORAS E SENHORES!!

   Não houve muito tempo para pensar, o barulho das armas e escudos se chocando o alertou de sua primeira luta.
Num movimento rápido, uma lâmina cortava o ar em sua direção, o gume indo a sua cabeça. Um machado, não teria como bloquear, esquivando-se então num movimento simples para a esquerda do oponente. Aproveitando o peso da arma, uma rasteira bem feita levou o adversário pro chão dando a oportunidade de subir em cima dele e o nocautear com dois socos. Ele pegou o machado e correu para a parede mais próxima pensando em não ser emboscado por trás, pelo menos quinze pessoas estavam ali, era impossível vencê-los sozinho.
Alguns combates aconteceram e o sangue jorrava, de partes decepadas a armas fincadas, nada parecia importar desde que você fosse viver. Dois ou três tentaram a sorte contra ele, mas em vão, sendo nocauteados logo em seguida. O dia foi passando, as sombras ficando maiores, o cansaço, o suor; combates finalizados e pouquíssimos se iniciando. A torcida clamando por mais, gritando que houvesse a execução do traidor. Como ele poderia ter vivido tanto tempo?

   Os poucos que restavam lhes sobraram apenas a vontade de ir para casa e mesmo ele sabendo que não teria uma casa para voltar, queria mesmo assim. Um arrastar de espada roubou sua atenção, mais ou menos a sua direita. Um bloqueio com a sua própria arma pararia o ataque, no qual percebeu estar sem muita força. A surpresa o desconcentrou, dando brecha para uma faca ser fincada em seu abdômen, seguida de uma reclamação abafada de dor e raiva. Sua mão vazia segurou a empunhadura da faca, num movimento bem coordenado seu ombro esquerdo foi de encontro com o direito inimigo e puxando o oponente contra suas costas o jogou no chão, ficando com sua arma e atordoando-o. Um soco no nariz finalizaria a batalha, deixando seu adversário no inconsciente por um tempo.

- Preciso descansar - Disse a si mesmo - Mas restando ainda dois, acho difícil conseguir. Eles com certeza virão contra mim em instantes, preciso finalizar isso o mais rápido possível...

   Naquele ponto a torcida estava surpresa, raivosa e enlouquecida, tudo ao mesmo tempo. O traidor ainda estava vivo mesmo após tantos combates, as lendas sobre ele só poderiam ser verdadeiras. A habilidade, a velocidade e precisão eram demais para qualquer um dos outros naquele lugar. Antes dos dois últimos irem contra o traidor, uma voz mais que famosa rasgou o ar da arena, a dele, o executor: Draven.

- ENTÃO, é você mesmo. Mais um dos garotos de ouro de Noxus. É uma PENA, hahaha! - Draven jogou um de seus machados e pulou do seu trono para a arena com o outro - Já viu uma arma de verdade, garoto?! Essa é com certeza uma delas, eu diria que A arma, mas enfim, vamos logo com isso, tudo bem? Eu tenho um encontro logo depois e não posso ir suado, não é mesmo? Estraga o meu cabelo e não é agradável...

- Bem que me disseram que você fala muito, executor... - Interrompeu o traidor.

Draven se surpreendeu, poucos falaram com ele assim, menos ainda sobreviveram depois. Uma sobrancelha levantada denunciou sua surpresa, e o traidor aproveitou.

- Uma pena que não vai poder ir tão arrumado para seu encontro, Draven. Se sair agora vai conseguir ir intacto, não seria melhor?

- Você fala muito pra alguém esfaqueado e morrendo. - Draven investiu contra seu oponente girando seu machado. Na corrida, poucos segundos de atenção o deixaram mais surpreso e confuso ainda, o traidor não se mexeu um milimetro durante a investida.

- Sua impaciência e arrogância vão te custar tudo, Draven, eventualmente. Acredito que seu irmão já saiba disso inclusive.

   Draven girou seu machado num pulo como uma grande guilhotina pronto para partir seu adversário ao meio. A força era incrível, a ferocidade, impressionante. O traidor, um passo para trás. Draven não hesitou em continuar o ataque horizontalmente.
Agora, três passos para trás, a arma de Draven ainda cortando o vento na altura da cintura. Uma sucessão de ataques, um mais forte que o outro alimentado pela raiva da frustração. "Como?", pensava Draven, "eu VOU matar esse cara", mas apenas o ar sentia sua fúria. Com as duas mãos no machado, uma nova esquiva agora agachando-se, Draven acima vindo como um furacão para uma nova tentativa de guilhotinar o traidor.
Silêncio.
Um grunhido de dor, gotejos de sangue, do traidor e de Draven. Um risco.

- Na próxima vez Draven, fique no trono. - O traidor jogou o machado no chão.

- Filho da... - Draven colocou a mão na barriga e viu o corte, não era tão profundo, nada letal, mas o suficiente para sangrar e aos poucos perder as forças - O show ainda NÃO acabou!

- Acabou sim.

Uma nova investida de Draven foi parada por um salto e um chute. O traidor aproveitou a corrida do seu oponente e investiu junto para que no meio, um chute bem colocado fosse o suficiente, direto na cabeça, e mesmo Draven defendendo sem muitas forças com seu braço e ombro, foi efetivo. Não restava muito depois daquilo, para ambos os lados.

- Não...

- Sim.

Ele saiu, deixando Draven cabaleando na arena sozinho, as portas para o corredor abertas, mas antes de ir embora, talvez para algum lugar em Noxus, Draven gritou:

- O SEU NOME - Conseguindo reunir forças para gritar - O SEU NOME PRA EU TE CAÇAR ATÉ O INFERNO!!!

- Torvic... Torvic, o traidor de Noxus.

   Sua silhueta foi a última coisa que a arena viu dele. Hoje, uma sombra viva que dizem ainda viver em Noxus ou também, que virou um errante em Runeterra. Poucos realmente sabem por onde anda o traidor que derrubou o executor. Apesar disso, todos irão se lembrar do homem que venceu. Não só a arena, mas a execução e o executor de Noxus: Torvic."

Por Victor Hugo Rollemberg.
Feedbacks, críticas e elogios são sempre bem-vindos desde que com educação Heart

5 RESPOSTAS
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Re: CONTO 1: "Traído pela vida", uma história noxiana.

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Re: CONTO 1: "Traído pela vida", uma história noxiana.

Adorei!! Achei muito legal como você vai narrando as batalhas, normalmente eu tenho um dificuldade pra entender as ações, mas descreveu bem. Pode continuando tá!!
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Arauto
Arauto

Re: CONTO 1: "Traído pela vida", uma história noxiana.

A satisfação aspira quando vejo que ainda existe gente que sabe escrever bem.
Seria uma ideia de personagem baseada em lore e não em habilidades no jogo, ou só um conto mesmo ?
PS: Só acho que voce ficou repetindo muito o nome do draven
Apenas tolos não aceitam seus erros...
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Re: CONTO 1: "Traído pela vida", uma história noxiana.

Tirei a ideia juntando algumas peças da lore mesmo, acabou que virou alguma coisa original haha.
Obrigado demais pelo feedback, vou me atentar mais pra repetição de nomes. Minha ideia é que vire um personagem pro LoR, não necessariamente um campeão, mas mais um personagem bacana da lore mesmo.
Muito obrigado novamente! ❤️
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Arauto
Arauto

Re: CONTO 1: "Traído pela vida", uma história noxiana.

Com o baralho de cartas, essas ideias de campeao pra carta ficam bem mais acessíveis
Apenas tolos não aceitam seus erros...