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Diário de Bordo Noxiano - Até Freljord

[Este é um diário de bordo noxiano recuperado a 30 metros da costa de Freljord, junto com os restos de um navio naufragado. O que sobrou do navio está agora em um museu no Norte de Piltover. Faltam muitas páginas ao diário, mas ainda assim descubriu-se o passado marítimo de Noxus.]

 

Dia 1                                                           29/03/961

O meu nome é Collin de Stech, tenho 21 anos e hoje começaremos a nossa tão esperada viajem até ao além. Vamos reconhecer o litoral de Runeterra, mais a Norte de Zaun. Todos contam como estão entusiasmados. A corrente estará a nosso favor até à Península, mas depois teremos que nos afastar mais da costa, de forma a evitar as correntes frias que esbatem a Noroeste de Zaun. Temos o previlégio de ter conosco o Grande Nautilus, como o chamam. Ele vem do Arquipélago das Águas de Sentina, a Sul de Ionia e dizem quem ele já explorou cada canto do Oceano Guardião conhecido, desde o Norte de Zaun até Demacia, passando pelo Extremo Sul, nas Selvas da Praga. A nossa viagem foi adiada 20 dias, e ainda não sabemos o porquê, mas quando chegar Setembro temos que estar em terra firme. Acho que Piltover, a cidade que se está a formar há ano e meio em dependência de Zaun, pode ser o abrigo escolhido.

 

Dia 2                                                           30/03/961

Hoje não paramos de notar que 30/03, ao contrário, também é 30/03, mas não é o acontecimento mais raro do universo, então por quê? Não sei, mas é divertido, e como não temos muito que fazer em algumas partes do dia, inventamos piadas relacionadas a isso, ou fingimos ser mestres da álgebra e tentamos explicar os movimentos celestes.

 

Dia 3                                                           31/03/961

Se pudesse, travava o Sol para ficarmos sempre no dia 30/03, mas, infelizmente, as piadas já não fazem sentido, e apercebi-me de que, contrariamente ao que disse ontem, estes eventos são, na realidade, muito raros, pois 40/04 não existe. Que tristeza que os meses não têm 40 dias. Hoje foi um dia de cálculo. Antes disse que apercebi-me da raridade das capicuas em datas, mas fi-lo enquanto calculava quanto tempo demoraria-mos a sair de Piltover, descobrir terras novas e voltar antes de Setembro. como demoramos 2 meses a chegar lá, então chegaremos a meio do ano, tendo assim disponível um mês e meio para ir, e outro e meio para voltar. O problema é que não conhecemos a corrente de lá, estão este valor pode variar.

 

Dia 5                                                           02/04/961

Ainda estamos perturbados com o que aconteceu ontem. De qualquer forma, o Grande Nautilus mandou-nos lavar o porão para nos esquecermos do ocorrido, afinal, não é todos os dias que Aquilo acontece! Ah, sim, ele também nos mandou designar o que ocorreu ontem como "Aquilo", até dizermos a palavra "Aquilo" sem nos lembrarmo-nos do seu pesado significado. Tenho dúvidas quanto à eficiência deste método, mas quem sou eu para questionar o Grande Nautilus, que já deve ter passado por outras aberrações nas suas viagens pelo Oceano Guardião e usado esta tática? E se ele ainda a usa, então significa que funcionou!

 

Dia 6                                                           03/04/961

Merlin, um grumete, veio hoje até mim, segundo ele, pelo Grande Nautilus, para verificar se eu estava a fazer bem o meu trabalho. É óbvio que, minutos depois, ele acenou afirmativamente e saiu, afinal, não é a primeira vez que escrevo um diário de bordo, ou não teria sido responsável por anotar uma ventura como esta: descobrir o que se esconde a Noroeste de Zaun!

 

Dia 10                                                           07/04/961

O Grande Nautilus, hoje, fez uma coisa interessante: uma espécie de "jogo" em que tinhamos de nos informar de outros marinheiros e, de seguida, dizer informações sobre um aleatório. Calhou-me falar sobre uma yordle com os seus 15 anos (embora seja difícil perceber isso, já que yordles são muito diferentes de humanos e podem viver por inúmeras gerações) chamada Poppy. Por ser uma Yordle, ela não passa despercebida, então foi até fácil. O interessante é que ela tem um martelo com o dobro do tamanho dela, mas que usa muitíssimo bem, para surpresa da maioria, eu incluído. Segundo ela, existe um herói perdido no mundo, o designado "Herói de Demácia", que consegue usar aquele martelo muito melhor que ela, se é que isso é possível. Acreditando que o herói podesse estar nas terras que iremos descobrir, ela alinhou em partir conosco, o que também é bom para nós, porque ela é simplesmente incrível com o martelo, então não há saqueador que possa derrotar-nos. Eu sei, é difícil acreditar nisto, devido principalmente ao seu caráter infantil, mas é verdade!

 

Dia 86                                                           01/07/961

O Tenente, Allexander, morreu hoje de manhã, devido ao escorbuto. Sem ele, será muito mais difícil prosseguir a viagem, mas vamos tentar, pois ainda temos o Grande Nautilus. Não consigo espressar por palavras a tristeza em que me encontro, embora quem o conheça como eu talvez entenda. O funeral foi feito no porão, e durou um par de horas.

 

Dia 87                                                           02/07/961

O dia de hoje foi passado em silêncio. Todos nós estamos muito abalados. Pela terceira vez, o Grande Nautilus ordenou que chamássemos ao que aconteceu ontem de "Aquilo", embora já não me lembre do que outrora tivera significado, por isso posso dizer que a tática do Capitão funcionou!

 

Dia 90                                                           05/07/961

Não faço ideia de como ainda não chegámos nem a Zaun, um desembarque que deveria ter acontecido pelo menos há um mês. Teria-mo-nos enganado na rota? Não, isso é impossível, afinal o Otto é ótimo com cartas náuticas e nunca se enganaria. Mas então, porque é que ainda estamos a navegar? Daqui a dois meses a maré impossibilitará as navegações, então deveríamos navegar para Oeste até terra e tentar ir para Norte a pé, onde de certeza encontraríamos Zaun. Foi o que fizemos, só espero que não desembarquemos numa cidade Noxiana muito poderosa, onde seríamos condenados pelo nosso fracasso.

 

Dia 99                                                           13/07/961

Só agora é que reparámos que a maré está incrivelmente fria, quase glacial, o que significa que estamos muito mais a norte do que acháva-mos. Demos que ir para Sul imediatamente. Porém, ninguém sabe como passamos pela península de Zaun sem termos notado a sua presença.

 

Dia 102                                                           16/07/961

Está a ser muito difícil ir para Sul, pois a maré empurra-nos para Noroeste. Otto, Zirphan e Max morreram, um por ter caído à água, um por hipotermia e outro por fome. Outros dois estão gravemente doentes e a maioria de nós está com tosse ou com escorbuto. Eu estou com a primeira, e não paro de tossir. Apenas a Poppy está sã. Não sabemos o que iremos fazer. Até o Grande Nautilus está preocupado, embora tente disfarçar a preocupação comandando o leme. Se não formos imediatamente para Sul, todos morreremos.

 

Dia 111                                                           25/07/961

Após uma semana e meia a lutar contra a corrente, finalmente chegamos a um sítio neutro, o que também não são boas notícias, porque o vento parou e sem vento o barco não anda. Vou fazer uma lista de quem ainda está vivo: o Grande Nautilus, Eu (Collin), a Poppy, a Mary, o Joshu, o Osborne e o Fredrik. Somos sete ao total, e provavelmente vamos morrer, já que, descontando a Poppy, todos estamos doentes.

 

Dia 115                                                           29/07/961

Este é, de todos, o pior dia da minha vida. De manhã a ventania retornou, seguindo para Sul, o que, no início, foi o que nos levantou a moral, pois sem isso teríamos morrido. Mas, já depois do almoço, uma coisa na água roubou a nossa atenção: Uma mancha preta na água. Ninguém se atrevia a passar perto para identificar aquela anomalia. Ninguém, menos o Grande Nautilos, que respeita quem lho pagava para investigar tudo, e honra o dinheiro que vale. Ou melhor, valia: aproximando-se daquela coisa, tentáculos emanaram daquele estranho líquido e agarraram o Grande Nautilus. Agarrado à lateral do navio, ele fazia-o balançar devido à força que os tentáculos exerciam. Então, sem pensar na desisão que tomaram, o Joshu, o Osborne e a Mary, ao mesmo tempo, soltaram a mão dele do navio. Ele foi engolido por aquela mancha negra, agarrando em vão a âncora do navio. Irritada pelo que eles tinham feito, a Poppy deu uma martelada que os fez saltar do barco, sendo também puxados por aquela aberração.

 

Dia 116                                                           30/07/961

Sem o Grande Nautilus, nunca chegaremos a terra firme. O Fredrik tenta guiar o leme e enrola as cordas e os cabos que desarumaram-se na bagunça de ontem enquanto eu tento vigiar à nossa volta pelo mastro principal e tento simultaneamente limpar as velas. A Poppy está a lavar o chão enquanto espera que o atum coza e, ao mesmo tempo, arruma a cozinha. Ela não gosta, mas sabe que é preciso, e eu disse-lhe que "se não cozinhares, morreremos todos e não conseguirás encontrar o Herói de Demácia!". Descobri o truque, pois ela, imediatamente, começou a ler livros de receitas de peixe. Porém, mesmo com todo o esforço de nós três, temo o pior.

 

Dia 123                                                           06/08/961

TERRA!!! Isso mesmo, TERRA!!! Ontem à noite, como disse na página anterior, vimos terra já às onze e meia, mas finalmente chegamos! Todos pronunciamos "Terra" com respeito, como se tratasse de uma palavra divina. Mas, diferente do que tinhamos estimado ontem, esta terra é gelada, por isso chamámo-la "Freljord" de Fred (Frio em Catalão) e Jord (Terra em Sueco), ou seja, Terra Fria, palavras que definem exatamente o sítio onde nos encontramos! Não fazemos ideia de onde estamos, mas sabemos que temos que divulgar esta novidade a Noxus!

 

Dia 124                                                           07/08/961

Estou muito constipado. Estou demasiado constipado. Não passo 5 segundos sem espirrar. Acho que é o fim, mas este dia não é feito apenas de tragédias: encontramos um Yordle congelado! É laranja e tem um crânio de ave na cabeça. Esta foi a descoberta mais incrível que já encontrei!

 

Dia 126                                                           09/08/961

O Collin faleceu hoje, o que significa que não há nada a fazer aqui. Não quero saber das povoações que ontem encontramos. Não quero saber do Yordle que encontrámos antes de ontem. Não quero saber da alegria de encontrar terra que tivemos antes de antes de ontem. Aquela Yordle estranha e infantil ficou naquela povoação, mas eu não. Eu odeio este sítio. Estou realmente muito frustado. Todos os meus amigos morreram para chegar aqui, mas afinal morreram sem sentido. Vou sair daqui com o navio com o qual chegámos, mas antes tenho que tapar as fendas que foram provocadas pelas marés e pelas anormalidades que se cruzaram conosco, o que não deve demorar mais do que duas horas, se eu tiver sorte.

 

Dia 127                                                           10/08/961

Se embarcar agora, corro o risco de naufragar, pois está uma tempestade aqui que anuncia o início do temido periodo. Além disso, aquele Capitão louco tirou-nos a âncora. Mas não quero permanecer aqui. Vou partir!

 

Dia 128                                                           11/08/961

Está uma grande tempestade e luto para não naufragar. Porém, descobr

 

[Pensa-se que este marinheiro, Fredrik, naufragou enquanto escrevia este dia. Hoje, o tal Nautilus é um monstro submarino, uma mutação causada por aquele estranho líquido anormal, parecidcom petrólio. Hoje, essa mancha continua o maior mistério à volta desde Diário de Bordo]

Eles sabem que vamos chegar...

Contudo, nunca estão preparados.

- KinDred

2 RESPOSTAS
DDerfell
Tropa
Tropa

"Frelijord"?

Melhor Agora?

Eles sabem que vamos chegar...

Contudo, nunca estão preparados.

- KinDred