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FANFIC - O Caçador e Sua Caça

Fala galera, trazendo uma fic aqui pra voces que estou escrevendo, espero que gostem o/


 

                                                                     O Caçador e Sua Caça

Capitulo 1 - Rengar

 

   Deitado em meio a uns arbustos eu observava o meu próximo alvo, uma fera grande, duas vezes o meu tamanho, comendo as frutas de uma árvore, tinha a estatura de um elefante, porém não tinha tromba, o seu pescoço era alongado como o de uma girafa, e tinha somente uma presa, uma presa de tamanho colossal, podia por medo em muitas criaturas, mas não em mim.

 

“Vamos ver se me traz ao menos um pouco de diversão” penso enquanto espero o momento certo.

 

   Me preparo para avançar, ele não consegue sentir minha presença mesmo estando tão perto, continua a se alimentar de suas frutas. “Acho que isso será mais rápido do que pensei”, já havia caçado alguns como esse, mas este despertou minha atenção, pois era maior, e o seu dente era estranhamente grande, nunca tinha visto algum espécime com aquele tamanho, isso só me deixava mais animado. 

 

   Então avanço, minha fiel adaga em meus punhos, sedenta por um pouco de sangue, preparo para finca-la e acabar logo com isso, quando, em um reflexo muito rápido, o gigante animal se vira e se fecha em uma espécie de casulo, minhas garras fincam a carapaça, porém sem nem o ferir, nem sequer uma gota de sangue, me distancio ainda desnorteado.

“Como é possível” estava ofegante, “Os outros não faziam algo parecido, tenho certeza que mirei no ponto cego dele, tenho certeza que não estava sentindo minha presença... ou estava?”

   Me recomponho, um descuido, não irá acontecer novamente, consegui recuar a uma boa distância, ele ainda continuava dentro de seu casulo, imóvel, paro para observar, e percebo que era fascinante, uma criatura daquele porte conseguir ter um reflexo tão rápido, então, começo a observar a minha caça. O seu longo pescoço, se inclinou para frente e desceu a ponto de ficar entre suas patas, e a sua pele endureceu, formando assim uma carapaça como um tatu, parecendo não deixar nenhuma brecha á mostra.

 

   “É isso” algo começava a subir pela minha garganta, não sentia isso a muito tempo, era para isso que eu vivia, a caçada, o sentimento que me consome enquanto observo minha presa, enquanto meu sangue ferve esperando o momento em que vou fincar minha adaga, em que minhas garras vão acabar com o ultimo batimento daquele ser, e eu levarei meu troféu para casa, “não posso mais esperar”. Ele continuava imóvel, eu o subestimei, subestimei a minha presa, “parece que essa não vai se entregar assim tão fácil”, penso com um sorriso no rosto.

“Que comece a caçada”

 

   Avanço novamente contra minha presa, ele continua imóvel em sua carapaça, “se ele não se mexe, vou fazê-lo se mexer”, começo a atacar a sua pele, vários cortes, rápidos e precisos, uso minha adaga, porém percebo que ela não está sendo muito eficaz, então começo a atacar com minhas garras, os cortes da adaga estavam somente arranhando a carapaça, “aquilo nunca acabaria com ele” penso enquanto procuro outro jeito. Chego mais para perto dele, consigo observar o ponto fraco, a pele estava endurecida, parece que ele não consegue se mover enquanto endurece sua pele, e a pele não endurece por completo, ao meio de cada escama, uma parte continua sem proteção, e era ali que eu devia atacar.


   Comecei a enfiar minhas garras por entre as escamas, ele continua imóvel, era resistente, mas percebo o sangue começando a jogar de algumas feridas, continuo com os golpes, até que vejo ele se preparar para algo. Em um urro ensurdecedor ele desfaz o casulo, desfazendo ao mesmo tempo sua pele endurecida, e avança para cima de mim, era rápido para o seu tamanho, sua cabeça tentando me acertar com seu grande dente, usava a sua própria cabeça como uma arma, a jogando contra mim na tentativa de acertar, era como um mangual, mas ao invés de conter vários espetos, era somente um.

 

   Um golpe daquele seria fatal, mas eu nunca o deixaria me acertar, enquanto continuo me esquivando percebo seus golpes ficando mais lentos, as feridas estavam sangrando muito, ele era resistente, mas seu corpo estava chegando ao limite, consigo em um pulo me distanciar ainda mais e ele para no mesmo momento, “essa é minha chance”, mas, durante um segundo olho nos seus olhos. Eles não estavam com o pavor que eu via nas minhas caças, elas tinham olhares apavorados, com medo, sabiam que estavam prestes a morrer e não conseguiam nem ao menos se mexer, algumas corriam em uma última tentativa fútil de se salvar, e outras ficavam paralisadas, mas não esse olhar. Esse era determinado, ele não iria desistir, mesmo cansado ainda estava de pé e ainda iria lutar por sua vida, não perdia meu tempo olhando nos olhos de qualquer presa, mas este merecia e eu sabia disso.

 

   Avanço para o golpe final, um pulo reto, olhando em seus olhos, ele tenta me atacar, de um ângulo diferente, teria me pego de surpresa se não estivesse tão cansado, consigo desviar facilmente, com a minha adaga em punhos, acerto seu pescoço e ouço o som do restante da sua cabeça batendo de encontro ao chão. “Que sensação maravilhosa”, estava em êxtase, a muito tempo uma caçada não me deixava tão animado, meu sangue ainda fervia enquanto arrancava seu enorme dente e começava a caminhar em direção a casa com meu novo troféu.  

 

   Continuo me distanciando e dou uma última olhada para aquele animal. “Obrigado” única coisa que vem a minha cabeça o olho, “tenho que parar de me apegar a inimigos fortes”, penso enquanto continuo caminhando, “mas a sensação que eles me proporcionam é tão boa”, olho para minha adaga ainda escorrendo sangue, “eu preciso de mais”, preciso encontrar inimigos mais fortes, preciso dessa sensação de novo, mas, por hora, quero apenas descansar um pouco.

 

   Adentro a floresta indo em direção a minha casa, e algo ao longe me chama a atenção, uma pressão no ar, diferente de tudo que já havia sentido, estava muito longe, mas estava forte, foi a primeira vez que senti algo parecido com medo, não medo de pavor, mas medo do desconhecido, porque a única coisa que eu tinha certeza ao sentir aquilo, é que não era desse mundo.

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