cancelar
Showing results for 
Search instead for 
Do you mean 
VDS Marcyuz
Tropa
Tropa

Ideias de Rework para Seraphine

Sem dúvidas a Seraphine é a campeã que foi feita com menos cuidado aos detalhes, sendo provavelmente a campeã mais superficial do jogo, com isso é certo que um dia a Riot tenha que reparar esse erro, melhorando e refazendo nela tudo o que for preciso. Eu decidi listar algumas ideias que eu tive e que acredito seriam interessantes de ver nela no decorrer dessas mudanças. (Talvez eu tenha me empolgado um pouco, mas foi tudo com carinho, espero que gostem hehe) 

 
 

Lore 

A história da personagem atualmente é muito simples, parecendo que foi feita às pressas e mesmo entendendo essa nova fase da Riot, de lançar campeões novos com biografias muito mais introdutórias e deixarem o resto para a equipe do LOR desenvolver depois, a da Seraphine em específico parece mais um resumo que uma história completa. Com isso, eu decidi separar alguns pontos que poderiam ter um aproveitamento melhor no futuro. 

 
 
 

1ª Parte – Origem 

 

Resumindo bem, a ideia base da Seraphine é que ela é uma cantora empata que tem como objetivo principal unificar Piltover e Zaun, pelo menos a nível social (já que ela gostaria que as duas cidades percebessem o quão parecidas são, eliminando essa indiferença). Esse tipo de objetivo/aspiração é bem específico e bem difícil de engolir, a menos que seja bem explicado, pois até o mais bondoso dos Zaunitas não vê Piltover com bons olhos e normalmente Piltovenses preferem fingir que Zaun não existe, então por que e quando ela decidiu que essa seria a melhor opção para as duas regiões? 

 

Mesmo os poderes dela tendo uma inclinação direta a bondade (ela basicamente consegue ouvir a alma/essência das pessoas podendo influenciá-las e inspirá-las), isso não é o suficiente para torná-la bondosa, o Braum, por exemplo, é muito forte e poderia muito bem usar essa força pra levantar uma nova tribo, destruindo e conquistando tudo que visse pela frente, mas ele não tem essa índole, porque teve uma ótima mãe que o ensinou sobre a importância da bondade e nunca usar sua força pra agredir alguém. Com a influência dessa base materna ele usa sua força para ajudar e proteger, sendo visto como um herói. Da mesma forma a Sera poderia muito bem usar de seu poder pra criar músicas cativantes, quase um “canto de sereia”, prendendo o público, alimentando nela uma personalidade egocêntrica e ficando muito rica, com uma legião de fãs. Mas esse não foi o direcionamento da personagem, ela cresceu como uma pessoa muito boa e, com certeza, algo ou alguém a tornou assim. 

 
 
Com isso eu decidi trazer algumas coisas que eu gostaria que fossem melhor apresentadas na história dela: 

 

  •  Apresentação e desenvolvimento de seus pais 

Com certeza os pais de Seraphine são os maiores responsáveis pela construção e desenvolvimento do caráter dela, então ela deve ter herdado muito da personalidade deles. Seria muito bom se a Riot pudesse apresentá-los de forma mais aprofundada, fazendo os leitores entenderem tanto a origem de sua empatia quanto sua curiosidade a respeito de Zaun (algo muito pouco aprofundado na lore atual, inclusive quase não é mencionado sobre a mãe dela). 

 

Eu decidi exercitar minha criatividade e pensar, mais ou menos como eu gostaria que a Riot se aprofundasse: 

 

Serena: Zaunita extremamente otimista, filha de dois sentinenses andarilhos que se estabeleceram em Zaun, cresceu rodeada de música, cantando em bares com a família para se sustentar. 

Ângelo: Filho de um mecânico (e luthier nas horas vagas), cresceu ajudando seu pai na oficina, desenvolveu desde cedo uma ótima relação interpessoal e um coração tão generoso quanto o de seu pai. 

 
 

Serena e Ângelo se conheceram muito jovens, no dia em que o pai de Serena quebrou sua concertina, de forma quase irreparável, apenas um mecânico na região era tão bom a ponto de fazer o que, para muitos, era um milagre, desfazer o estrago causado ao instrumento do musicista... Enquanto o instrumento era consertado, seu dono esperava sentado, e poderia continuar assim por dias até tê-lo de volta, sem dúvidas era seu bem mais precioso… Depois de 20 ou 30 minutos, o jovem Ângelo decidiu se aproximar de Serena e quebrar o silêncio, no objetivo de entreter a bela garota, claramente entediada com a espera. Aquela conversa despretensiosa acabou evoluindo e revelando aos dois uma característica reprimida que tinham em comum, os dois eram absurdamente sonhadores, característica que tinha data de validade em um local tão complicado quanto Zaun, mas pela primeira vez alguém vibrava com os sonhos apresentados: Subir o mais alto possível para ver as estrelas de perto, cantar para as pessoas de regiões distantes, ajudar o máximo de pessoas que pudesse pelo mundo afora, visitar territórios que só conheciam através de músicas… Eram sonhos tão parecidos, ter alguém que pensasse igual, que os motivassem em seus sonhos era libertador, era como voltar para a superfície depois de muito tempo submerso…” 

 

 

Concertina-400x288

 

 

Os dois se casaram muito cedo e prometeram um ao outro que um dia sairiam daquele lugar e trabalhariam duro pra realizar os sonhos de ambos, mas o mundo não era tão colorido quanto eles viam, eles viviam em um lugar muito difícil de viver, dificuldades existiam e soterravam os dois pouco a pouco na realidade dura e soturna de Zaun. Um dia, após um desentendimento com um barão químico, o pai de Ângelo começou a ser ameaçado pelos seus seguidores, ameaças que se tornavam cada semana mais constantes e intensas, resultando na morte dele. Essa morte foi um choque para Ângelo que, desiludido e incapaz de fazer qualquer coisa, foi perdendo as esperanças, deixando seus sonhos escaparem, não sabia mais nem como se comunicar… Após semanas, Serena estava inquieta, não deixaria seu esposo permanecer assim – Eu entendo que esteja triste, eu também estou, mas seu pai não ficaria feliz se seu filho avoado e sonhador, perdesse sua capacidade de sonhar e ficasse preso no luto, eu vou fazer o que for possível pra nos dar uma boa vida e para nossa família – Os esforços de Serena pareciam insuficientes no objetivo de trazer seu marido de volta, mas após anos de trabalho dos dois, trouxeram um resultado, eles finalmente tinham dinheiro suficiente para sair daquele lugar, essa não era a única boa notícia do dia, Serena estava grávida e pela primeira vez em muitos anos Ângelo sorriu... após tanta angústia, um novo sonho nasceu no coração do mecânico – Eu quero que essa criança possa sonhar e não vou deixar ninguém tirar esse direito dela…” 

 

  • Mudança para Zaun 

O casal saiu de Zaun pra morar em lugar que eles sabiam que era mais seguro, mas eles eram Zaunitas e Piltovenses não gostam de Zaunitas… (Algo que não é mostrado na lore) 

Seria muito bom se desenvolvessem essa adaptação deles ao local, nem que seja de forma rápida e resumida. Eles comprando uma casa mais simples, longe do centro da cidade e esse processo de aceitação da família, por parte dos novos vizinhos... 
 

Felizmente Ângelo era um homem muito paciente e muito generoso, algo que em conjunto com a bela voz de Serena, que mesmo desgastada com o tempo e a atmosfera de Zaun, ainda era muito bonita, contribuindo para que aos poucos eles fossem bem-vistos e cativassem clientes em sua oficina improvisada, dentro da casa da família.”  
 
 

  • Desenvolvimento do amor dela pela música (e personalidade empática) 

O nascimento de Seraphine foi inesquecível para seus pais, retornando a eles um pouco do brilho dos sonhos perdidos pelo caminho.”  

Ela cresceu rodeada de pessoas que iam pra oficina de sua família e, com certeza, isso fez com que ela crescesse próximo do povo, pessoas de todos os tipos, sendo bem atendidas por seus pais (sua mãe nesse momento, tinha desistido de sua carreira de cantora para auxiliar seu marido na oficina), além de toda a vida acontecendo do lado de fora da oficina gerou um fascínio na menina pela vida, era como uma canção para seus ouvidos. 

“Debruçada na janela da oficina de hexcústica da família, onde aparelhos quebrados voltavam a funcionar, Seraphine cantava no ritmo das ruas. As celeumas dos Portões Solares, o assobio dos aprendizes, até mesmo a melodia das conversas; em uma cidade vibrante como Piltover, ela nunca estava sozinha.” (Trecho retirado da biografia de Seraphine) 

 

Além disso, ela sempre teve contato com a música, algo que ela passou a amar… 

“Quando criança, Seraphine já amava música, principalmente as canções de ninar de seu pai. As canções eram lindas, porém tristes.” (Trecho retirado da biografia de Seraphine) 

Quando eu leio esse trecho em específico, eu não consigo não pensar na música que a Powder canta no começo de Arcane... 

 

 

2ª Parte – Despertar dos Poderes 

Particularmente, eu até que gosto de como esse processo de despertar dos poderes da Seraphine é apresentado na lore, mas, em muitas partes, eles abordam muito rápido algumas coisas que poderiam ter mais informação. 

 

  •  Despertar dos poderes e problemas causados pela falta de controle deles 

“Com o tempo, Seraphine percebeu que podia sentir músicas muito íntimas e pessoais, que pessoas comuns não conseguiam ouvir. E, à medida que ela crescia, cresciam também os seus dons. Ela ouvia a alma de todos, fossem bondosos ou cruéis, e isso fazia das ruas que ela tanto amava uma agoniante cacofonia de desejos conflitantes. Como ela poderia entender as vozes se não havia harmonia? Certos dias, ela se escondia em um canto, trêmula e tapando os ouvidos, incapaz de se ouvir dentro do caos.” (Trecho retirado da biografia da Seraphine) 

Poderia Haver um cuidado maior com essa evolução dos poderes dela: de ouvir esses sons, perceber o que eles significam (talvez até encarando de forma mais positiva e inocente, a princípio), sentir o crescimento dessa sensibilidade, gerando um incômodo, até que se tornasse insustentável. Apresentando melhor esse nascimento, desenvolvimento e ápice dos poderes dela. (Mesmo que sem muitos detalhes) 

 

 

  •  Decisões dos pais a respeito disso (Abafador Hextech e solidão) 

“Os pais de Seraphine deixaram tudo para trás para que ela pudesse nascer em Piltover, e aquele sofrimento os angustiava. Eles juntaram todas as economias e compraram um fragmento de um raro cristal hextech, transformando-o em um dispositivo que abafava a audição mágica da filha. Pela primeira vez em anos, ela desfrutou do silêncio.” (Trecho retirado da biografia de Seraphine) 
 

Em um momento de sofrimento os pais dela decidiram tomar a medida mais drástica possível, isolá-la completamente dos sons do ambiente externo, ela não sofreria mais com o caos de diversos sons, mas também estava presa, sem poder ouvir as músicas, os sons da cidade e as pessoas que inspiravam seus dias, pela primeira vez em sua vida, Seraphine se sentiu só...” 
 

ZtSMFVB

 

  • Interações com a consciência Brackern: 

Sem dúvidas, essa é a parte mais mal aproveitada da história dela… (inclusive, essa parte poderia facilmente se tornar um conto, se eles souberem aproveitar essa interação) 

Imagina uma situação em que uma criança hiperativa está isolada e entediada por dias, semanas e talvez meses e algo inesperado acontece: 

Muito tempo já havia passado desde que o abafador criado por seu pai a isolou do mundo e Seraphine já estava se acostumando com a possibilidade de passar o resto da vida com aquele treco na cabeça… tirar não era uma opção, todas vezes que tentara foram desastrosas, quase traumatizantes, o mundo não era tão barulhento assim, pelo menos antes dessa sensibilidade se desenvolver... Aquele abafador não era tão pesado, mas sempre que tentava se divertir correndo pela casa ela logo se cansava, por isso decidiu passar a maior parte do tempo escrevendo, desenhando e as vezes, na pior das hipóteses, deitada olhando para cima, tentando se lembrar dos seus sons favoritos… em uma de suas tardes mais tediosas algo aconteceu, uma canção podia ser ouvida e uma voz recitava poemas sobre memórias de um povo que vivia no deserto…” 

A capacidade de se comunicar deveria ser uma surpresa dos dois lados, uma menina inquieta transbordando de alegria de um lado, pois depois de muito tempo teria alguém pra conversar sem nenhum problema e do outro lado um amalgama de consciências brackern, no mínimo curiosas, por poderem se comunicar com outro ser, inclusive, pela primeira vez, um ser que não era um escorpião de cristal. 
 
- Como ela era capaz de ouvir? - Eles se perguntavam”  

 

Eu acredito que essa consciência seja muito inteligente e curiosa com tudo o que está acontecendo, não estando conectadas a um brackern, elas dever ficar desconexas do mundo exterior (mais ou menos como um Darkin sem corpo), interagindo com a garota no objetivo de entender o máximo que pudessem, mas sendo objetivas em suas perguntas e não se comunicando a todo momento (revelando pouco ou quase nada sobra os Brackern). A Seraphine, por sua vez, não conseguiria conter sua alegria, demoraria horas respondendo uma única pergunta de seu novo “melhor amigo”, fazendo várias perguntas de volta, que raramente eram respondidas, além de falar sobre sua vida, sonhos e o “probleminha na audição”. 

 

Seus pais se preocuparam no começo, achando que tinha criado um amigo imaginário, mas apesar da preocupação, encontrá-la rindo e cantando pela casa era um pouco mais confortante.” 

Os poderes de Seraphine são um pouco similares a capacidade dos brackern de identificar os cristais (eles ouvem como uma música que emana deles), então ajudá-la a controlar esse poder, além de possível, seria útil para a consciência, uma chance de se conectar ao seu povo novamente… mas como? 

 
 

  •  Controle dos poderes: 

Incentivando e instruindo, o cristal sabia o que fazer e com o passar do tempo, o medo da garota ia diminuindo… aos poucos a ela tentava se conectar com seu dom e canalizá-lo, focando em um único som... Escondendo seus treinamentos de seus pais, ela juntou todo o otimismo herdado de sua mãe em um desejo, ela sabia que havia esperança de poder se reconectar com o mundo e as pessoas... quando isso acontecesse, ela revelaria essa bela surpresa aos seus pais.” 

 
 
 

3ª Parte – Ascensão como Cantora 

Toda a evolução dela como cantora é absurdamente rápida na biografia original, pra vocês terem uma ideia, entre a frase “Na primeira vez que se apresentou diante de uma plateia” e a frase “Não demorou muito para que Seraphine conquistasse uma legião de fãs”, tem apenas 23 palavras (realmente… não demorou muito). Basicamente, na biografia só fala que ela se apresentou e ficou famosa… então eu decidi destrinchar um pouco mais esse processo de ascensão e pensar em coisas que poderiam ser adicionadas 

. 

  • Apresentação da personalidade empática em conjunto com poderes 

A melhor forma de mostrar essa garota bondosa utilizando seus poderes de forma positiva é trazendo alguma oportunidade de utilizá-los: 

Seraphine já estava bem mais afiada com seus poderes e quase não conseguia se conter para revelar isso aos seus pais. Ela já havia espiado a oficina, que ficava na parte da frente da casa da família, e naquele dia não havia muito movimento, o que diminuía as chances de ter sua surpresa frustrada, já que ainda não tinha total controle dos sons que poderiam invadir sua mente... Ela entrou de forma sorrateira no estabelecimento, sem saber ao certo como se revelar, mas então algo aconteceu… Uma mulher entrou na oficina em busca de algumas informações e com ela uma canção soturna invadiu o local, Seraphine sabia que aquilo ecoava do interior da moça, que estava profundamente triste, mas suas feições não entregavam com facilidade, era um segredo que apenas Sera sabia e não poderia ser apática àquela situação… Seraphine foi em direção a moça, no objetivo de entretê-la e fazê-la esquecer de tudo o que a afligia, mesmo que brevemente… Cumprimentando a moça, a jovem fez uma pergunta ‘Eu posso cantar pra você?’, essa perguntar inocente foi respondida com um leve sorriso e um aceno positivo com a cabeça... A canção entoada pela garota parecia familiar, mas não se sabia ao certo de onde ela a conhecia, essa canção envolvia a moça, quase que como um abraço delicado, a confortando e trazendo paz...” 

 

Essa pequena apresentação seria o choque para seus pais, que não entenderiam muito bem como Seraphine estava conseguindo interagir com o ambiente externo sem ser ferida por todo o barulho que ouvia, mas essa era a melhor surpresa que tiveram em meses. 

 

Cantando sempre que pudesse, Seraphine seria uma estrela dentro da oficina de seu pai, encantando todos que passassem por lá… “por que ela não se apresenta no teatro, todos assistiriam”, “essa menina tem potencial”, “por que não se apresentar?” Essa possibilidade tirou o sono da jovem garota... 

 

 

  •  Apresentações no Entressol: 

Sendo um local muito movimentado, o Entressol seria uma ótima opção para ela começar suas apresentações, fazendo algo que amava muito, cantar e colocar sorrisos no máximo de rostos que pudesse… (Nessa situação Seraphine já estaria mais velha e controlando bem mais seus poderes.) 

 
“Na primeira vez que se apresentou diante de uma plateia para testar suas habilidades, o nervosismo tomava conta. Mas ela continuou cantando, e o público foi crescendo.” (Trecho retirado da biografia de Seraphine)  

 

– Crescimento como cantora e percepção do estranhamento entre Zaunitas e Piltovenses/ Curiosidade a respeito de Zaun: 

(Nesse momento de crescimento da Seraphine o objetivo principal dela seria bem simples: Alegrar pessoas com sua canção, trazendo um pouco mais de leveza pra aquele território tão nervoso e agitado e se possível, ajudar seus pais com o dinheiro que poderia receber nas apresentações.) 
 

Seraphine não estaria se apresentando apenas em um local muito movimentado, mas no local em que Piltovenses e Zaunitas estão constantemente se esbarrando e pra uma menina com poderes empáticos não seria difícil perceber os estranhamentos entre os dois povos. Essa apatia e antipatia entre as cidades-irmãs geraria uma curiosidade a respeito de Zaun, mesmo sendo filha de pais Zaunitas, ela nunca visitou a cidade, já que gerava muito desconforto e tristeza em seus pais… 
 

Ela decidiu voltar à cidade que seus pais se esforçaram tanto para deixar para trás: Zaun. (trecho retirado da biografia de Seraphine) 

 
 
 

4ª Parte – Aspirações da cantora a respeito de Piltover e Zaun 

  •  Primeira visita a Zaun: 

 
 

Sobre essa interação mais direta com Zaun, a lore deveria expor melhor, trazendo os pensamentos a respeito do local antes de conhecê-lo de fato e a impressões dela, conhecendo e se conectando com as pessoas: 

 
 

Ela foi para Zaun com um certo receio, dos pais ficarem muito preocupados… e se Zaun realmente fosse tão perigosa como disseram?” 

 
Chegando em Zaun, não muito abaixo do Entressol, ela podia ouvir a movimentação, as pessoas conversando, a vida acontecendo, e uma sensação bastante familiar foi percebida pela cantora… As crianças corriam pelas ruas, cheias de sonhos e ou adultos desiludidos pela realidade que tiveram que enfrentar, seguiam resilientes lutando para ter uma boa vida… esses sentimentos, desejos, aspirações traziam uma nostalgia inexplicável… Essas pessoas lembravam seus pais, sua casa, de uma forma muito particular. A força daquelas pessoas era inspiradora.” 

 

Quando desceu pela primeira vez no velho elevador barulhento que a levaria até lá, de certa forma Seraphine se sentiu em casa, mas ainda uma estranha. Em Zaun, ela ouvia refrãos de resiliência e ambição semelhantes aos de Piltover, mas com uma vibração de liberdade muito peculiar. Depois de algum tempo lá embaixo, ela também passou a identificar o sofrimento. O medo dos barões da química que controlavam todas as oportunidades. O ódio dos piltovenses mimados e arrogantes lá de cima. Havia muita discórdia. Ela começou a se apresentar e a ouvir essas novas multidões; a forma como seus corações cantavam suas lutas. As duas cidades não tinham sido separadas por um mero mal-entendido. Ela queria reparar, unir. Mas continuava ouvindo o mesmo refrão: "Em Zaun, não é tão simples assim". (Trecho da biografia de Seraphine) 

(Obs.: Esse parágrafo é o melhor da biografia dela na minha opinião… é o momento perfeito para ela entender a realidade das pessoas, o sofrimento, o perigo... Vendo além do ambiente hiper-protegido criado pelos pais dela, que a afastaram de Zaun por tanto tempo.) 
 

Zaun não era o local horrível que falavam, mesmo estando ciente dos perigos, muito do que era falado a respeito dos zaunitas era reflexo da própria arrogância e ignorância da maioria dos piltovenses. 

 

Ela passou a visitar Zaun constantemente, após suas apresentações no Entressol, animando as crianças e ajudando pessoas que passavam por ali com pequenas dificuldades cotidianas” 

 

 

  • Desejo de fazer algo para melhorar a relação de Piltover e Zaun 
     

Depois de semanas descendo do Entressol, Seraphine tinha certeza de que um dos maiores problemas entre os dois povos era de comunicação, Piltover não sabia escutar, presa na arrogância e Zaun não conseguia ser ouvida, apagada pelo tempo e pela má fama… Ela precisava fazer algo para mudar isso” 

Com o tempo, ela passou a ver Piltover cada vez menos como seu lar.” (Trecho da biografia de Seraphine) 

 

 

  •  Certeza de sua incapacidade de fazer algo sozinha/ necessidade do “pensar no coletivo”: 

O contato maior dela com Zaun se tornaria motivo para comentários maldosos e preocupados, carregados de preconceito com a cidade de baixo. 

 

Ela sabe que não pode fazer muita coisa sozinha, mas decidiu ser uma ponte entre os dois povos e facilitando a união entre eles” 
 

Ela passaria a utilizar seus shows para enturmar piltovenses e zaunitas e dar voz à juventude local (Se tornando muito famosa entre jovens, principalmente) 
 

“Em seus shows ela além de dar voz ao público através de suas músicas, também aproveitava de sua visibilidade para dar voz a artistas das duas regiões que se apresentavam em conjunto… piltovenses e zaunitas se misturavam no meio da multidão de forma quase indistinguível e seus pensamentos, sonhos, críticas e elogios a respeito das duas cidades viravam arte.” 

 
 

detonador.jpg(Detonador Quimiopunk/ Legends of Runeterra)
 

“Ela usou a plataforma como uma espécie de palco, posicionando-a no Entressol entre Piltover e Zaun. Quando a multidão se aglomerou e as luzes se acenderam, ela ouviu os moradores dos dois lugares, juntos e amontoados para ouvi-la. 

Era uma nova música. Não era apenas compreensão, era união. 

Não era perfeita. Talvez nunca viesse a ser. Mas a voz dela importava. E, assim, Seraphine percebeu que talvez pudesse ajudar as pessoas na busca por suas vozes.” (Trecho da biografia de Seraphine) 
 

“Todo mundo tá cantando a mesma música, sem nem perceber!” (Fala de Seraphine) 

 
 
 

O Palanque 

 
 

Na lore atual, a criação do palanque fica quase no final da história, após ela conhecer Zaun de perto, então ela decide criar o palanque pra amplificar seus poderes…  

 

Ela é filha de um mecânico e em um lugar onde a tecnologia cresce tão rápido, por que o pai dela iria deixá-la cantar à capela no meio de uma ponte? (Ela poderia ter, pelo menos uma caixinha de som kk) 

 

Seria melhor se o pai dela desmontasse o abafador e criasse esse “palanque-amplificador” (ou uma versão mais inicial, que se tornaria o que ela usa atualmente), sem que ela soubesse, um presente pra auxiliá-la nessa nova fase 
 

Mesmo sem querer o pai dela criaria uma relação de “sociedade” entre a Seraphine e o cristal (quase uma relação simbiótica), onde a Seraphine iria utilizar da energia do cristal com a máquina criada pelo seu pai, para amplificar seus poderes e ajudar os dois povos e o cristal não estaria mais isolado do mundo, utilizando dos poderes da garota junto com o palanque, para sentir o mundo a sua volta. (Além disso, cristais brackern emanam uma espécie de “música mágica” e é dessa forma que eles são encontrados pelos brackern, quando estão enterrados no deserto… Imagina o que poderia acontecer se esse cristal fosse colocado dentro de um amplificador de som??) 

 
 

 
 

Resumindo 

Nasce uma garota piltovense (e filha de zaunitas) → Personalidade empática e otimista e amor a música forjada por influência familiar → Desenvolvimento de poderes sensoriais (Ouvir alma das pessoas) → Controle dos poderes através do auxílio de uma consciência brackern → Sonho de cantar para alegrar as pessoas (associando os poderes à personalidade empática e amor a música) → Percepção mais intensa do estranhamento entre zaunitas e piltovenses → Curiosidade a respeito de Zaun → Interação direta com Zaun → Percepção do problema de comunicação entre Piltover e Zaun → Aspiração de se tronar uma “ponte” entre as duas regiões, facilitando essa comunicação. 

Existem algumas partes da lore atual que são pouco explicadas, sendo difíceis de entender motivações, objetivos e conquistas da personagem. A Riot resumiu demais a história dela, tirando a sensação de progressão, por exemplo, seria mais fácil entender essa preocupação com Zaun, apresentando melhor a personalidade dela e a própria origem de seus pais como fatores que contribuem. Na lore atual não existem muitas motivações claras nem uma boa apresentação da vida da personagem, a história acaba sendo muito superficial. 

 

Visual 

 
 

O visual atual dela dificilmente será modificado, pois muita gente (que joga com ela) gosta e elogia o visual atual dela (vi muito isso no WR), acredito que possam fazer algumas mudanças sutis no visual dela e trazer mais detalhes no LOR (Legends of Runeterra), sendo mais fácil percebê-la como uma garota piltovense. 

 

O visual dela é até que faz sentido, na minha opinião, considerando que na cidade que ela mora a xerife usa uma cartola azul enorme e a policial usa uma armadura com renda e um corselet (Sem contar um cientista que usa um martelo gigante como arma e uma assassina tentando ser discreta com lâminas no lugar de pernas kkkk), pra um artista de rua chamar atenção em lugar como esse, ele precisa se esforçar bastante. 

 

Mas acima de tudo isso, eu gostaria de ver uma skin canônica, que fosse gratuita, mesmo que temporariamente (como a do Voli ou as skins arcane), no objetivo de mostrar a Seraphine além dos shows. 

 

Sera1.jpgSera 2.jpgSera 3.jpgGosto muito desse concept (do Ilustrador Vincent Tran - @Oria.art/ https://oriaart.artstation.com/) 

 
 

(Obs.: Tem alguma coisa muito estranha na animação do cabelo dela in-game… não sei se tinham criado algum modelo inicial em que o cabelo dela era preso, mas é meio mal feito) 

 
 

Falas 

 

Primeiramente… é perceptível que a Seraphine, no jogo, age a maior parte do tempo como se estivesse em um show:  

 

“Oi gente! Eu sou a Seraphine e vocês são lindos!” 

 

O que não é um problema. Além disso, ela faz muitas referências a música, o canto, e até a termos técnicos musicais: 

 

“Tá bom, tudo bem, relaxa! Faz de conta que é uma ensaio” 

“Não deixe que esse seja seu canto do cisne” 

 

Existem falas que não dá pra não pensar que eles fizeram pensando um pouco na Sona: 

 

“Compasso duplo!” 

“Harmoniza!” 
 

Mas o problema começa quando eles acabam exagerando, quase tornando esses termos em um “dialeto musical” pra ela, em alguns casos tirando um pouco do sentido que a fala deveria ter (e deixando a personalidade dela muito robótica): 

 

“Camille, desculpa, mas só você tá seguindo esse seu ritmo!” (Essa é a forma da Seraphine dizer, que não concorda com a Camille…) 

 

Além disso seria muito bom apresentar falas mais intimistas (Expressando em suas falas seu poder empático e otimismo), dando um pouco mais de sentimento, as falas: 

 

“A música ajuda a manter a cabeça erguida!” 

“Mal se ouve a alegria sem a tristeza para marcar o compasso” 

“Chegamos tão perto da morte, só pra nos sentirmos vivos...” 

“Todo mundo tem uma musa, a minha é todo mundo” 

 

E pra finalizar, ter um pouco mais de cuidado pra não criar falas muito ambíguas, dando espaço para interpretações que descaracterizem a personagem: 

 

“Também sinto falta da sua espécie Skarner, quer ouvir a canção dela?” 
 

Essa foi a pior fala criada pra ela… com essa fala a Riot fez com que uma personagem criada com base na empatia fosse interpretada como uma psicopata… acho que foi o principal motivo de considerarem ela a assassina dos brackern (Parece muito que ela tá debochando do sofrimento do Skarner) 

 
 

Gameplay 

 

Primeiramente, a Riot precisa direcionar melhor a boneca (definindo de forma mais clara a rota dela, se ela é mid ou sup, majoritariamente), assim revisando e aproveitando melhor o kit dela. Ela acaba sendo uma campeã muito pouco aproveitada sem esse direcionamento, ela não é uma boa carry no mid e a Riot não a projetou para ser sup, mas acabou “permitindo” que ela fosse jogada nessa rota, mesmo não a considerando uma suporte (como dá pra ver no vídeo de início de temporada de 2022, onde a Riot mostra os suportes encantadores… ela não aparece), ela acaba sendo um pouco substituível, sem se destacar muito em nada. (mesmo tendo uma gameplay consideravelmente divertida) 
 

Pessoalmente, não gosto muito do Q dela, ele não interage bem com a mecânica do eco, a habilidade apenas se repete, diferentemente das outras, que trazem algum efeito adicional... 

 
 

Conclusão 

 

Essas são apenas ideias soltas e muito da minha opinião, que sou apenas um garoto que gosta de processo criativo. Eu sei que a Riot tem uma equipe capaz de impressionar o público quando faz algo bem-feito, mas quando a Seraphine foi lançada era perceptível que não houve um cuidado no processo de criação dela, dá uma sensação de que foi feita às pressas e de forma superficial… Independentemente do que decidam fazer para melhorá-la, em todos os sentidos eu espero que eles pensem no mínimo em alguns pontos: 
 

  •  Ela não é a Senna de Zaun (Não é a grande heroína de Pilt. E Zaun e ela sabe disso) 

Com todo esse sonho de unir as duas regiões, o público ficou com medo da Riot forçar a Seraphine como uma “grande salvadora”, o que não combina com ela, na realidade, todos os problemas das duas cidades (crimes, corrupção, questões sociais e financeiras etc.), não podem ser resolvidas por uma pessoa só, imagina se tudo isso simplesmente se resolvesse com música… não dá. 

 
 

  •  Inocência x Fascínio 

A Seraphine conhece os problemas das regiões em que ela está relacionada diretamente, então seria melhor a Riot diminuir um pouco essa extrema inocência da personagem e aproveitar melhor o otimismo dela… ela acredita muito nas possibilidades positivas, mesmo entendendo a realidade negativa. 

 
 

  • Aproveitar a relação dela com o Skarner e com outros personagens relacionados magicamente com a música. 

Ela é a única personagem de Pilt. e Zaun que não fugiria ou tentaria prender, matar ou fazer algum experimento com o Skarner, ela conhece a música dos brackern, e é a única que seria empática o suficiente para se importar com os sentimentos de um escorpião gigante de cristal, podendo funcionar como uma ponte entre os brackern e Piltover (lembrando que atualmente, na lore do Skarner ele está em busca dos cristais). 

 
Em Runeterra a magia e a música são muito relacionadas existindo alguns campeões que apresentam isso (Sona, Skarner, Rakan e Bardo). Espero que a Riot possa aproveitá-los e quem sabe, uni-los em algum evento de lore. 

 
 

  • Abraçar a temática mais leve e menos heroica da personagem 
     

Ela não é uma grande heroína e em algumas situações, pessoas não precisam ser salvas de um vilão perigoso, elas só precisam de um motivo, por mais simples que seja, para sorrir. 

Seria muito bom se na lore da Seraphine mostrassem coisas mais lúdicas que o show dela proporcionam, como um seguidor de barão químico que se apaixonasse por uma defensora que conheceu no show e os dois abandonassem seus empregos para perseguirem juntos seus sonhos ou um garoto que foi dispensado de um emprego por ser zaunita e conheceu o dono da loja rival do homem que o dispensou, sendo o motivo do crescimento da loja rival… Ou como ela gostaria de dar voz àqueles que são silenciados, muitas das músicas que ela cantasse acabariam sendo críticas a grandes problemas da sociedade, como a negligência do conselho, ou a arrogância das famílias mais ricas de Piltover, mas de forma quase imperceptível, em canções cativantes, que passariam meses sendo cantadas por jovens das duas regiões… 
 

“Ela se tornou uma estrela tanto em Piltover quanto em Zaun. Fortalecida por seus dons e sua tecnologia hextech, ela amplifica as vozes de todos com uma injeção de otimismo, pois, para ela, todas as vozes merecem ser ouvidas, principalmente as de quem resiste – elas são uma inspiração, e Seraphine fará de tudo para inspirá-las também.” (Trecho retirado da biografia de Seraphine) 
 

Eu acredito que a Riot só não conseguiu fazer uma boa cantora que representa a voz do povo em uma sociedade com uma desigualdade social grande, transformando essa crítica em músicas dançantes, por que não teve o privilégio de ouvir “As Meninas” cantando Xibom bombom! kkkk  
 

É isso, espero que tenham gostado! 🙂 

2 RESPOSTAS
Pulynho
Tropa
Tropa

Para todo textão há sempre a mesma dupla: Nemly & Nemlerey, mas parabéns pelo esforço, espero que algum rioter dê uma olhada no seu trampo.

Rubertu
Arauto
Arauto

Está mais do que claro que a Seraphine foi criada único e exclusivamente para a KDA. Os teasers (perfil do twitter) eram focados apenas no universo da KDA, a skin ultimate no LANÇAMENTO é da KDA e a lore dela faz mais sentido no universo da KDA do que na história do jogo, a unica coisa que se salva é o fato dela ouvir a alma das pessoas, esse campeão em jogo é uma abominação.
A sua versão é interessante mesmo com a quantidade de texto sendo meio ameaçadora, a análise é lúcida, quase todas as sugestões dispõem do meu apoio, menos a do palanque, ele tem que ser deletado.

Mesmo com tudo isso eu acredito que esse boneco não tem salvação, ela foi feita só pra fazer sentido com oque vende e dane-se o resto. Ela é o rework da Sona disfarçado de campeão novo apenas porque, pra entrar na KDA, a Sona precisaria cantar.

Se o Scarner vencer a votação para rework e a Riot não cagar na lore/design dele, é possível que eles usem isso de gancho pra tentar fazer a Parafina deixar de ser esse pesadelo que a Riot deu a luz por conta da KDA.