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Contos de Runeterra - Nas garras de um monstro.

Era impressionante como os escombros daquilo que um dia havia sido uma casa permaneciam ali, nas entranhas do nível Entressoul de Zaum. Aquilo um dia havia sido um lar de uma família, algo anormal para Zaunitas, mas toda a felicidade era drenada naquele lugar desgraçado.
A mãe havia sido morta pela ganância de seu marido e Ela agora estava nas mãos de seu pai, sozinha. Foi quando a garota chegou, a menina com grandes cabelos negros e pele pálida, Ela era a favorita, mas apenas por ser sangue do seu sangue.
Dia após dia Ela ouvia os gritos, 'O que você fez com ela papai?' Ela perguntava apenas para ouvir que tudo estava bem.

Uma mentira. Tudo ali não passava de uma grande mentira.

E dia após dia, Ela testemunhava as atrocidades que seu pai fazia com sua "irmã" adotiva. Mas ela estava bem... Não estava?
Todas as noites os gritos assombravam a mente Dela, até que Ela decidiu descer pelas estreitas escadas do destino que levavam até o laboratório e ver sua irmã. As mentiras que seu pai contava caíram por terra, Ela sempre souberá e finalmente tinha a consciência disso.
Descendo aquelas escadas, acorrentada, estava sua irmã, dois grandes olhos rubros a encaravam, a pele outrora pálida estava agora marcada por tons de roxo, seu cabelo havia sido recortado e sob seus ombros duas barras de metal se prendiam a seus pulsos.

E assim ambas cresceram, fingindo acreditar na mentira de seu pai que tudo estava bem, mas ela sabia do monstro que ele mal sabia que estava criando com seus experimentos.

Ninguém sabe. Mas foi Ela quem começou o fogo.
Foi Ela quem fez cada centímetro daquele inferno queimar.
Foi Ela quem chutou o próprio pai escada abaixo... Nas garras do monstro que ele criou.

E assim Ela fugiu deixando seu passado junto com os escombros...

 

Em pequenos passos ela entrou nas ruínas daquela casa, escombros estavam por toda parte, assim como manchas de sangue e queimaduras.As solas de seus sapatos faziam barulhos ao andar por aqueles chão e entre um dos entulhos era possível ser visto algo reluzir.

E então um pequeno barulho metálico pode ser ouvido.

"É muita coragem sua dar as caras aqui... Okalissa.", a voz fria e seca ecoou em seus ouvidos fazendo com que lembranças de gritos voltassem para aterrorizar a mulher agora parada ali.

"Era meu trabalho cuidar do seu péssimo gosto por carne humana"

O barulho de correntes sendo arrastadas pelo chão agora aumentava conforme ela se aproximava dali.

"Quantas pessoas você devorou para continuar viva? Porque papai não deve ter durado tanto.", ela disse como se aquilo não passasse de uma reunião casual de famíilia, e aquilo não era nada mais do que isso para Okalissa.

Antes que qualquer reação pudesse ser tida, o barulho das correntes aumentou ao mesmo tempo que as mãos da mulher escorregavam para o grande rifle improvisado em suas costas.

O clique do gatilho foi ouvido ao mesmo tempo que a luz verde inebriante e morta atingia as lâminas mais parecidas com garras, presas aos dedos de sua irmã, ambas as armas apontadas contra o rosto uma da outra.

"Eu vim aqui para te dar uma chance de sair desse lugar", a sua voz saiu fria e calma, enquanto ela fitava os brilhantes olhos vermelhos a sua frente.

"Depois de todos esses anos? Por quê confiaria no sangue dele? Você não parece ter caído muito longe de nosso pai", um riso assombroso saiu dos lábios dela enquanto o pensamento de acabar com uma vida preenchia de novo sua mente nebulosa.

Antes que qualquer outra coisa pudesse ser dita, um tiro foi ouvido, ao mesmo tempo que o monstro avançava para cima de Okalissa.
Foram apenas segundos para que ela se desse conta da corrente ligada a seu pescoço agora completamente estilhaçada no chão.

"Se quiser me matar agora, está vai ser a única chance que terá. Porquê noxianos já estão atrás da minha cabeça.", sua voz permanecia impassível e seu olhar cravado no rosto da irmã.

O monstro exitou tentando buscar um pouquinho de humanidade em qualquer canto daquela alma pertubada, com movimentos pequenos as garras eram afastadas da garganta da atiradora enquanto esta se levantava. O monstro das profundezas do Entressol havia sido libertado.

"Vamos Kayllenn."
Zaum logo ficaria para traz e o que restava daquela casa seria encoberto pelo tempo enquanto as duas figuras se afastavam dos escombros.

 

Robot tongue Mais um conto escrito por mim faz um tempo, dei uma melhorada nele agora mas provavelmente haverão mudanças, enfim logo logo a concept art deles sai.

Espero que gostem.

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