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Fan-Lore Shyvana

Notas do autor no fim do texto! =D

 

Desde o começo:

 

Bem, não sei exatamente como fazer isso, mas me pediram, então vou contar essa história… bom, pra ser mais exato, eu vou contar a minha história!

 

Na verdade, eu não lembro de muitas coisas sobre minha infância, mas a minha memória mais antiga está sempre bem vívida na minha mente quando quero pensar nela:

Eu acordo, consigo perceber que sou uma menininha bem pequena, estou enrolada em um cobertor, sendo levada nos braços de meu pai, correndo em direção a uma floresta, cada vez mais longe de uma casa pegando fogo, numa madrugada bem escura. Apesar de ser inverno, é possível sentir o calor das chamas vindo da casa que estamos deixando para trás, eu olho e vejo uma mulher linda, chorando enquanto meu pai continua correndo para longe, não preciso me esforçar para entender que ela é minha mãe. Ela aperta os olhos, enxuga as lágrimas, respira fundo e se vira para a porta que fica nos fundos da casa caindo aos pedaços pelas chamas e entra nela, eu consigo ouvir gritos de muitas pessoas mas não as vejo, acho que elas devem estar do outro lado da casa. Meu pai continua correndo mais adentro da floresta, o calor das chamas agora sendo substituído pela geada fria da noite, cada vez mais escuro. Ele começa a desacelerar os passos, os balanços fortes se tornam em sutís embalos e começo a sentir um certo peso nos olhos, antes de perder a consciência, vejo meu pai, com lágrimas nos olhos, sorrindo pra mim, com as sobrancelhas franzidas de profunda tristeza, ele beija minha testa por um longo tempo e só o que me resta na memória após isto, é uma total escuridão.



Eu acordei esta manhã, e, fico com os olhos bem abertos por um longo tempo, deitada na minha cama, antes de levantar minha cabeça e me sentar. Olho em volta, um quarto pequeno, se bem que para mim não é problema algum, modestamente enfeitado com decorações infantis para meninas, um guarda-roupas comum, mesinha com um espelho na frente, bonecas espalhadas por todos os cantos, uma janela aberta, revelando uma bela manhã ensolarada, os pássaros cantando nas árvores próximas, o aroma das flores é de encher os pulmões. Me coloco de pé com um pequeno pulo, afinal a cama é um pouco alta, então eu paro na frente do espelho e vejo uma menina pequena, de cabelos longos e olhos de cor vermelha como o fogo, um rosto pequeno, magra, olhei atentamente por um tempo para o espelho, então dei um sorriso, ele era tão belo que seria difícil de ser ignorado sem que fosse devolvido com outro sorriso por qualquer um que o visse. Logo após isso, eu abro a porta para um pequeno corredor com duas outras portas, que estão de frente uma para a outra, antes de levar para uma pequena sala de estar com cozinha grande o bastante para acomodar confortavelmente duas pessoas adultas (não que eu ocupe sequer metade do tamanho confortável para uma pessoa adulta), mas não tem ninguém aqui. Entretanto, ouço sons de passos lá fora, me aproximo da porta da frente aberta, me apoio sobre a guarnição da porta e então consigo claramente ver meu pai se aproximando com um grande saco que parece pesado no ombro, quando ele me vê, abre um grande e belo sorriso, que então devolvo com um maior ainda.

 

Ele deixa suas botas na frente da porta antes de entrar, e então larga o grande saco que parece pesado no chão da cozinha, em um canto, ele põe as mãos na cintura e se curva para trás, fazendo barulhos de estalos, então coloca seus braços na frente do corpo e balança seu corpo de forma brusca para a esquerda e para a direita, repetidas vezes, produzindo de novo barulhos de estalos, ele respira fundo e depois solta uma grande quantidade de ar para cima, e então se vira para mim e diz:

 

Papai: Ahhh, é bem agradável acordar cedo numa manhã dessas, você também gostaria de aproveitar essa manhã tão bela minha filha?

Shy: Papai, na verdade eu queria ir brincar perto do riacho hoje!

Papai: Já te disse que perto da água não é um lugar muito bom de uma menina pequenininha como você ficar sozinha!

Shy: É que, não sei se você se esqueceu, mas hoje é meu aniversário, e eu queria fazer algo mais divertido hoje!

 

Ele fez uma expressão de extrema surpresa:

 

Papai: O QUE? Então quer dizer que você está fazendo aniversário hoje?

Shy: Sim, era isso que eu queria te dizer!

Papai: E quantos anos você está fazendo hoje?

Shy: Hoje eu faço 6 anos, são tantos que eu nem consigo contar com uma mão só!

Papai: Poxa vida, se você está fazendo aniversário hoje, então acho que não posso negar um pedido desses…

 

Ele fez uma pausa como se estivesse pensando arduamente sobre como resolver este grande problema.

 

Papai: Já sei, então que tal se depois de almoçar, eu e você fossemos lá para o riacho, assim não teria problemas de você ficar perto da água!!!

Shy: Parece uma opção favorável para nós dois! (eu devia ter aprendido essa expressão de um dos livros do papai)

 

Com esse grande problema fora de questão, nós dois pudemos desfrutar um ótimo almoço, depois de comer, tive que insistir o que pareceu uma eternidade para o papai desistir de descansar depois do almoço (o que devia ter sido uns 15 minutos) até que finalmente concordou em nos levar logo para perto do riacho, o papai trouxe em uma cesta algumas coisas para comermos mais tarde (além de algumas de minhas bonecas, a pedido meu), trouxe também uma rede e ficou deitado entre duas árvores. Disse que ia apenas descansar os olhos, mas que se eu precisasse dele, eu devia até mesmo gritar chamando por ele, e que eu não devia ir muito longe, o que eu ia concordando enquanto ele fechava os olhos até que acabou caindo em sono profundo.

 

Depois de uma manhã tão cansativa, agora eu podia finalmente me divertir, o “perigoso riacho” tinha meros 20 centímetros de profundidade e uma correnteza tão fraca que você poderia montar um castelo de cartas no meio dele e nunca desabaria! Comecei brincando na grama com minhas bonecas, durou um bom tempo mas infelizmente a brincadeira acabou depois de uma briga feia entre a Berenice e a Glória a respeito de qual vestido era mais bonito, e como eu não era a favor de violência gratuita, tive que me retirar da hora do chá. Mas não tinha problema, eu podia fazer muitas outras coisas legais, como por exemplo, brinquei de apostar corrida comigo mesma entre as árvores, observei as formigas levando folhas enormes para suas casas (o que tentei ajudar,mas toda vez que largava uma folha por perto, elas fugiam, o que era uma pena, porque as folhas que eu pegava pareciam bem deliciosas do que as que elas escolhiam na minha opinião, também tirei minhas botas e brinquei de pular na água, com cuidado para não me molhar toda (o que não foi muito efetivo, devido a toda a lama na minha saia), e finalmente atravessei o riacho para ver de pertinho um belo coelho colorido de branco e preto sentado de forma muito fofinha.

 

Eu estava tão concentrada no pequenino coelho que nem percebi o par de olhos espantados que me olhavam um pouco mais de longe, quando eu os vi, fiquei paralisada (não de medo, mas de curiosidade) pois nunca tinha visto nada parecido: Tinha olhos e cabelo castanhos, pele clara, apesar de ser pequeno era maior que eu, ficava de pé igual eu e usava uma roupa diferente da que eu usava, pelo que eu lia em livros e ouvia do meu pai, pude concluir que eu estava olhando para um menino!

 

Menino: Olá!

Shy: Oi…

Menino: Meu pai disse que eu não encontraria nenhuma pessoa por aqui!

Shy: O meu também disse isso…

Menino: Então, isso só pode significar uma coisa, já que meu pai nunca mente, então você não é uma pessoa!

Shy: NADA DISSO… quero dizer, eu sou uma pessoa sim! Além disso o MEU papai nunca mente…

Menino: Se o seu pai nunca mente, e o meu disse que não acharia pessoas aqui, então… eu não sou uma pessoa?

Shy: …

Menino: ...

Shy: … Eu não conheço muitas pessoas, mas acho que você e eu somos pessoas sim…

Menino: Então se nós dois somos iguais, e nossos pais nunca mentem, então isso significa que… NÓS DOIS NÃO SOMOS PESSOAS!!!

Shy: ...

 

Quanto mais ele falava, menos sentido eu encontrava em cada palavra que saia da boca dele. Eu não era (se bem que ainda não sou) boa em conversar, como se pode esperar de uma menina que só conhece uma pessoa (papai!), mas esse garoto definitivamente não fazia sentido nenhum até para alguém como eu.

Mesmo assim, ele parecia bem alegre quando falava, e eu sempre agia de forma tímida quando interagia com alguém que não fosse o papai:

 

Shy: Eu não entendo nada do que você está falando!

Menino: As coisas costumam nunca fazer sentido, até o momento em que elas fazem! Mas menina estranha, qual é o seu nome?

Shy: E-EU N-NÃO SOU EStran… e-eu… n-não me ch-chame assim!

Menino: Desculpe, é que eu nunca vi uma menina com cabelo e olhos vermelhos assim!

Shy: ... E eu nunca vi um menino que não tem cabelo vermelho assim (eu nunca tinha visto nenhum menino, pra falar a verdade)!

Menino: Sério, eu vejo gente parecida comigo toda hora! Mas, então menina normal, qual é o seu nome?

Shy: O-o meu n-nome? E-eu me ch-chamo…

Menino: Não precisa se envergonhar, eu também fiquei com muita vergonha de falar o meu nome no meu primeiro dia de aula, mesmo com todos sabendo o meu nome e…

Shy: O MEU NOme é… o meu nome é Shaephana…

 

Eu acho que devo ter falado muito baixo o meu nome, porque ele ouviu diferente:

Menino: Seu nome é Shyvana? Que nome diferente, mas eu achei legal, cai muito bem para alguém tímida como você não é? - Disse ele dando um grande sorriso (Shy significa tímido(a) em inglês)

Shy: N-não é isso, na verdade eu… quero dizer…

 

Acho que eu devia ter falado isso mais baixo ainda, pois ele não ouviu também essa tentativa de corrigir esse mal entendido:

 

Menino: Gostei muito do seu nome, mas acho que vou te chamar de Shy, tem um som muito bonito quando se fala… Shy!

 

E assim, eu passei a ser conhecida como Shyvana, a garota tímida! Na época não percebi, mas eu gostei bastante desse nome também!

 

Shy: E como você se chama menino parecido com todos os outros?

Menino: Ohh… eu acho que você pode me chamar de Jar, eu tenho 8 anos!

Shy: Jar? É algum apelido?

Jar: Tipo isso…

 

Eu e Jar passamos um bom tempo conversando, ele me disse sobre o Castelo em que ele vivia, e a Cidade Grande feita de pedras brancas onde morava, que impediam a entrada de magos e qualquer tipo de magia, contou das pessoas, da bela luz da manhã, das estátuas enormes, os exércitos enormes, e outras coisas que não entendi direito como a “alta pra tanta”, a “vai e guarda destemida”, entre outros (acho que o Jar não era o único ruim em entender o que os outros estão dizendo…)

 

Quando nos demos conta, o sol já estava se pondo:

 

Jar: Acho que nossa conversa para por aqui, eu deveria voltar para o meu pai…

Shy: Eu também, se bem que acho que o papai ainda deve estar dormindo…

Jar: Foi muito legal te conhecer Shyvana! Espero que possamos nos ver de novo!

 

Ouvir isso me deixou levemente corada.

 

Shy: … o-obrigada… bem já vou indo!

Me virei e voltei andando rápido, olhei para trás apenas depois de um certo tempo, e o Jar já havia ido embora, quando cheguei onde o papai estava dormindo, acordei ele:

 

Shy: Papai, já está tarde, vamos pra casa!

Papai: …(Bocejo) já escureceu? Devemos ir então, você deve ter se divertido muito, pelo estado da sua roupa!

 

Eu estava suja da cintura pra baixo de barro, talvez eu tenha subestimado a minha capacidade de me sujar.

 

Papai: Vamos minha querida, comemos quando chegarmos em casa, e acho melhor você se lavar antes de entrar em casa! - Disse sorrindo

 

Então nós voltamos, tive que me lavar do lado de fora antes de entrar, o papai deixou um vestido novo pra mim colocar quando terminasse o meu banho, quando entrei, fiquei surpresa ao ver a sala levemente enfeitada, junto com um bolo em cima da mesa, com o papai logo atrás dizendo com um grande sorriso:

 

Papai: Feliz aniversário, minha pequena Shaephana!




O sonho:

 

Eu estava em algum lugar escuro, não podia ver nada, ouvia barulhos rítmicos como tambores batendo a cada segundo, o chão era duro como pedra. Depois de um tempo, o chão se iluminou de vermelho, mostrando um caminho, eu o segui e parei em frente à um cristal grande e vermelho, sua aparência lembrava fogo, e de dentro dele saiu uma voz dizendo:

 

????: Olá minha criança, fazia tempo que não via você “pessoalmente”!

Shy: Eu te conheço?

Yvva: Meu nome é Yvva, e na verdade eu te conheço antes mesmo de você ter nascido…

Shy: Onde estou?

Yvva: Estamos dentro de você, mais especificamente dentro de seu “coração”!

 

Os sons de tambores começaram a acelerar.

 

Shy: Por que você está dentro do meu coração?

Yvva: Tem tantas coisas que você ainda não sabe minha criança, tanta injustiça e ódio causados pelos homens…

Shy: Que homens?

Yvva: Os soldados, os caçadores de magos, o Rei… até seu pai!

Shy: Meu pai não é mal assim…

Yvva: Todas as pessoas são, minha pequena… mas eu quero lhe mostrar isso, quero que você abrace sua natureza, que deixe a fúria correr pelo seu sangue, quero que mE TIRE DESSE LUGAR IMUN… eu quero que você enxergue o mal que todos nos causaram!

O chão, as paredes e o teto ficam mais vermelhos, com linhas mais escuras agora bem mais visíveis.

 

Shy: Não acho que você seja uma pessoa boa falando coisas assim, eu vou embora!

Yvva: Pode ir criança, não se preocupe… afinal, eu não vou a lugar nenhum...

 

Eu acordo e abro a minha janela, o sol da manhã invade meu quarto, eu decido ir logo me arrumar e tomar café, preciso fazer algo logo para não ficar pensando nesse sonho esquisito...

 

 

Notas do autor:

 

Desde que eu comecei a jogar LoL, sempre gostei de ir atrás da história dos personagens (escolhi meu main baseado nisso :D), e com o tempo passei a pensar em histórias diferentes para eles, como se fosse um rework, e sempre quis escrever em algum lugar como o próprio fórum do jogo, mas nunca tomava iniciativa. Até que resolvi falar isso para um amigo e ele me incentivou a escrever as histórias, então depois de muita procrastinaçãoeu finalmente terminei de escrever (só o 1 capítulo, mas tá valendo né?) e eu quero escrever ainda muitos outros, eu resolvi começar com o da Shyvana porque além de ela provavelmente tomar um rework em breve, eu consigo ver um potencial muito grande para a lore dela no jogo, inclusive fui fundo atrás da história de outros personagens e da história de Demacia, para escrever da melhor forma possível, podem ter alguns erros em comparação com o universo do jogo, mas se eu encontrar algum eu vou tentar corrigir (inclusive erros ortográficos, com exceção daquilo que eu escrever errado de propósito, neh?).

Depois de tantas palavras escritas, dá até pra imaginar qual é o meu main e personagem favorito, né?

 

 

 

 

É a Soraka, e eu vou escrever a fan-lore dela em seguida!

 

Até a proxima!

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