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Resposta aos debates recentes do fórum.

O texto é grande. Leia quem quiser.

 

A galera tá debatendo uns temas muito delicados no fórum e tratando eles de qualquer jeito, vou dar minha opinião sobre isso.

 

Não quero causar nenhuma confusão e nem ofender ninguém, apenas esclarecer alguns fatos e dar a minha opinião.

 

Mas antes, vale ressaltar que o país está passando por uma época muito complicada e dicotômica, ódio jogado contra a esquerda, ódio jogado contra a direita. Um país melhor não se faz com ódio. Parem de partidarizar as pessoas sem conhecer todos os posicionamentos dela.

Ninguém é obrigado a acreditar/aceitar/gostar do que eu vou falar aqui, quero só opinar.

 

  • O primeiro tópico que eu quero abordar é sobre o feminismo:

Falar sobre questões de minorias sem fazer parte delas é complicado. Você pode ter uma ideia do que eles passam, mas senti na pele é bem pior. Não levanto bandeira de nenhum movimento, tenho minhas convicções e minhas próprias opiniões, mas algo é fato: as pessoas são hipócritas. Então é irreal dizer que um militante de movimento “X” segue a risca seu movimento, é um anjo inocente e esse tipo de coisa. Não, existe muita hipocrisia dentro dos movimentos e ela deve ser rechaçada e combatida. Por ultimo, ninguém, NINGUÉM, é obrigado a concordar com o que eu digo. Usem a sua “Liberdade de expressão” a gosto.

 

Antes disso, quero falar sobre a diferença entre Machismo, Femismo e Feminismo.

  1. Machismo: Cultura em que os homens são, por imposição social e heranças culturais, superiores as mulheres.
  2. Femismo: É o OPOSTO do machismo, ou seja, a crença de que a mulher deve ser superior ao homem.
  3. Feminismo: É a igualdade entre homens e mulheres.

Com isso dito, começarei. O movimento feminista é muito complicado. Nos últimos anos, a vertente do RadFem ( as feministas radicais) ganharam muito espaço na mídia e deram origem a grande parte do conteúdo que as pessoas conhecem sobre “Feministas sem noção” (Eu, particularmente, não concordo com as ações e posicionamentos do RadFem). O RadFem muitas vezes beira ao Femismo e se perdeu completamente na luta pelos direitos. Qualquer tipo de vertente radical é equivocada.

 

O LibFem já é o feminismo mais de boa. Claro, como tudo, tem seus defeitos, mas é, pra mim, a melhor opção pra quem procura conhecer o movimento feminista. Elas pregam a igualdade, dizem que homens e mulheres devem lutar juntos pelos seus direitos e acreditam que a igualdade vai chegar lentamente com reformas nas leis. Elas, por exemplo, tem um projeto que quer permitir que mulheres possam se alistar no exercito e tirar a obrigatoriedade dos homens precisarem se alistar. Os dois ganham, ta vendo?

 

  • Agora sobre um comentário que eu vi que falava sobre o feminicído (não vou citar o comentário aqui, porque não quero expor ninguém):

Segundo a Comissão Paramentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a Mulher, o feminicídio se define da seguinte forma: “O feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante.”,

Outra definição é dada pelo site http://www.agenciapatriciagalvao.org.br: Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro.

Ou seja, o feminicídio não é simplesmente a morte de uma mulher pelas mãos de um homem, isso fica muito claro no que está escrito ai.

 

Essa proteção só acontece por conta dos altos índices de violência contra a mulher. Segundo o Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil( realizado em conjunto por: Flacso; OPAS-OMS; ONU Mulheres; SPM-2015), entre 83 países, o brasil é o QUINTO a matar mais mulheres. QUINTO.

Voto a dizer, uma vida é uma vida, mas quando a situação chega a níveis alarmantes como esses eu, conhecendo o que sei, não vou só olhar alguém digitar uma frase como essa sem oferecer  nenhum embasamento.

  • Tópico sobre o feminismo encerrado, vou falar sobre a tal de “Heterofobia”.

 

  • Vamos lá, qual é mesmo o preconceito que a gente sofre por ser hetero? De forma geral, Você é perseguido por beijar meninas? É expulso de casa quando aparece com a namorada? Tem medo de apanhar por ser hetero?

Eu não tenho, e tenho certeza que você também não. A questão em si não é a ofensa, mas o que existe por trás dela. Quando alguém te chamar de “Hetero de merda”, por exemplo, qual a história por trás disso? Quantos caras sofreram por serem heteros (ok, pode até ter acontecido, mas é uma exceção e um baita de um caso isolado). Enquanto isso, chamar uma mulher de “**cogumelo do teemo**” ou um cara de “**cogumelo do teemo**” tem todo um contexto por trás. Não é somente um xingamento isolado, é algo que existe a muito tempo e perdura na sociedade. É algo que, diferentemente de ser chamado de “hetero de merda” afeta a vida da pessoa.

 

A mesma coisa ocorre pro “racismo inverso”. Mas você pode me dizer: “Ai, os negros eram escravizados por outros negros, por que isso não é racismo também?” Simples: Eles eram escravos por outros motivos! Eram presos em guerras, de etnias diferentes etc. Já para os europeus, o simples fato de a pessoa ser negra já era motivo suficiente para escraviza-lo. É uma enorme diferença.

Espero que você tenha entendido o meu ponto. Preferi não usar nenhuma citação/link nesse aqui, quis ser mais direto e claro.

 

  • Agora, sobre homofobia:

O Brasil é o país que mais mata LGBTQ+ (essa é a sigla certa, ok? Mas vai de cada um usar ne?!). Segundo um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia(GGB), em 2017 foram mortos 445 LGBTQ’s simplesmente por serem tal. Eles morreram por serem gays. Pode dizer o que quiser, mas não pode ignorar o fato de que eles morreram por serem quem são. Quando falamos de mortes relacionadas á crimes, por exemplo, cerca de 60 MIL pessoas foram vítimas de mortes violentas no brasil em 2016 (https://oglobo.globo.com/brasil/brasil-registrou-maior-numero-de-mortes-violentas-nos-ultimos-10-ano...). Mas elas morreram ao acaso, mortes violentas, na maioria dos casos, não são premeditadas e não possuem um motivo muito definido. Essas 60 mil pessoas morreram por conta de um estado incompetente e uma segurança púbica falha, não por serem gays ou lésbicas.

 

Ok cansei de escrever, então vou finalizar isso:

 

  • As pessoas tem que parar de perder tempo debatendo se movimento “X” é certo ou “Y” é errado. Tem que parar de lutar entre si e pensar no país. O Brasil não tem futuro no momento, a gente ta num poço sem fundo e não existe um herói mágico que vai nos tirar dele, seja ela de esquerda ou de direita. Você, eu, NÓS, precisamos nos unir e fazer a diferença. A maioria dos nossos políticos já deixou claro que não da a mínima pra nós, que tá lá somente pra conseguir benefícios próprios. Essa dicotomia política na qual o país se encontra só é boa pra eles, vamos então parar de nos acusar e nos partidarizar e de nos afastarmos e vamos começar a dar importância a algo que realmente importa. Num país lascado, não importa se tu é de esquerda ou direita, machista ou feminista, negro ou branco. Num país lascado todo mundo nele tá lascado também. Não vamos chegar a esse ponto.
Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, Não Queimada, Mãe dos Dragões, Rainha dos Meeren, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Quebradora de Correntes, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi dos Dothraki, a Primeira de Seu Nome.
6 RESPOSTAS
Arthuti
Aronguejo
Aronguejo

Post JUSTISSIMO!!! Concordo

ward

Valps

Bem-vindo ao Palácio de Inverno. Pode ser a casa de quem procura conhecimento e repelir a solidão
BROZ1
Tropa
Tropa

Pessoas sensatas assim são raridade aqui no fórum

>O Brasil é o país que mais mata LGBTQ+

O Brasil só é o país que mais mata LGBTQWERTYUIOPASDFGHJKLÇZXCVBNM+ porque dos países grandes é o que mais mata qualquer tipo de gente, lógico que em número vai ser o maior, agora em taxa, duvido muito.



>Segundo um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia(GGB), em 2017 foram mortos 445 LGBTQ’s simplesmente por serem tal. Eles morreram por serem gays. Pode dizer o que quiser, mas não pode ignorar o fato de que eles morreram por serem quem são.

É óbvio que um "estudo" feito pelo "grupo gay da bahia" vai ser biased pro lado deles, assim como um estudo feito por um grupo chamado "grupo anti-gays da bahia" iria falar que não ocorreu nenhuma morte apenas pela pessoa ser gay.

Se vc quiser fazer um post a respeito dos debates, use fontes neutras.

"O Brasil só é o país que mais mata ...porque dos países grandes é o que mais mata qualquer tipo de gente".

  • Como eu já falei no texto, as mortes consideradas são motivadas pela sexualidade da pessoa. Ele morre porque tem determinada sexualidade, que na grande maioria das vezes, não é heterosexualidade. A questão que eu abordei não foi o número de homicídios de forma isolada, mas o número de homicídios que possuem essa motivação.
  • Vale lembrar( é algo que eu não citei no texto) que o brasil ocupa essa posição dentre os países os quais a Homosexualidade não é considerada crime.

 

"É óbvio que um "estudo" feito pelo "grupo gay da bahia" vai ser biased pro lado deles, assim como um estudo feito por um grupo chamado "grupo anti-gays da bahia" iria falar que não ocorreu nenhuma morte apenas pela pessoa ser gay."

 

  • Certo, você não confia/acredita nos dados que eu dei por não serem neutros. Basta colocar "País que mais mata homosexuais" no google para encontrar vários resultados que apontam o Brasil. Deixo essa sujestão pra você, ai você pode procurar uma fonte que considere devidamente neutra.

 

E já que você gosta de pedir fonte, qual o embasamento que você teve ao fazer esse comentário? Nada de caso isolado, mas algo que prove que pesquisas feitos por grupos específicos sobre assuntos de seus interesses tendem a pender mais para o lado deles e menos para um fato veridico.

Porque, nesse caso, você falou do Grupo Gay da Bahia. Mas, por exemplo, o Atlas da Violência 2018, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Uma fundação pública federal, isto é, vinculada ao governo),  apontou que , no Brasil, mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano. Esse índice não é nada bom/atrativo para um país e muito menos para o seu governo. Então, pelo fato de o Ipea ser do governo, esses dados são duvidosos?

Acho que não.

 

Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, Não Queimada, Mãe dos Dragões, Rainha dos Meeren, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Quebradora de Correntes, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi dos Dothraki, a Primeira de Seu Nome.

>Como eu já falei no texto, as mortes consideradas são motivadas pela sexualidade da pessoa. Ele morre porque tem determinada sexualidade, que na grande maioria das vezes, não é heterosexualidade. A questão que eu abordei não foi o número de homicídios de forma isolada, mas o número de homicídios que possuem essa motivação.

Essa é a parte que eu estou questionando, como vc vai provar que o cidadão foi assassinado porque é gay e não por qualquer outro motivo?

>Vale lembrar( é algo que eu não citei no texto) que o brasil ocupa essa posição dentre os países os quais a Homosexualidade não é considerada crime.

Em taxa? E se vc está reclamando de "direitos LGBTQERTREHWJANHYDUW+" por que ignorar o fato que em 72 países isso é crime e em 8 desses países é punível com pena de morte?

>Porque, nesse caso, você falou do Grupo Gay da Bahia. Mas, por exemplo, o Atlas da Violência 2018, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Uma fundação pública federal, isto é, vinculada ao governo), apontou que , no Brasil, mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano. Esse índice não é nada bom/atrativo para um país e muito menos para o seu governo. Então, pelo fato de o Ipea ser do governo, esses dados são duvidosos?

Existe uma grande diferença entre um órgão do governo e uma ong, a única coisa que o governo pode fazer é estar colocando menos assassinatos que o total (algo que pode sim acontecer).